Ficção

A Mudança

picture_012Tudo acertado para minha mudança: um novo apartamento, maior (já não agüentava mais sentir-me um espermatozóide: o apartamento era um ovo, o condomínio um saco, os vizinhos uns pentelhos, etc.). Precisava apenas encontrar alguém que fizesse o frete, e se possível que cuidasse de desmontar e remontar meus poucos móveis.

Pesquisei entre vários profissionais, com preços realmente variando muito, mas acabei optando pelo Seu Dono (depois soube que seu nome era Donatelo, mas ele se sentia constrangido ao ser chamado assim). Era um coroa de uns 48 anos, braços fortes, barriguinha, calvo, olhos azuis, pêlos loiros cobrindo os braços e peito, coxudo, bunda redonda e firme. Sem dúvida alguma optei por ele devido a sua aparência.

No dia marcado, na hora exata, ele apareceu em meu cubículo para proceder a desmontagem dos móveis.

— Seu Donatelo, o senhor veio sozinho?

— Me chama de Dono, não gosto desse nome pomposo que minha mãe me deu. Não trouxe ninguém comigo porque tua mudança é pequena, e fiz um preço especial. Para carregar a geladeira é que vai ser mais difícil, mas eu acho alguém na rua pra ajudar a fazer força.

— Bem, não se preocupe, eu ajudo o senhor com os móveis. E se quiser renegociar o preço, ou desistir…

— Nem pense nisso! — atalhou-me — Uma vez empenhada minha palavra, nada me faz voltar atrás.

— Está certo. E quanto a seu nome, é lindo, por sinal combina com o senhor.

— O que você quer dizer com isso, filho? — perguntou-me corado.

— Nada, apenas que o senhor tem cara de Donatelo, e que esse é um nome muito bonito.

desert_008O trabalho transcorreu tranqüilo, pois Donatelo tinha um senso prático fora do comum, e para tudo ele tinha um jeito mais simples, às vezes engenhoso, de resolver. A meu turno, ouvir sua voz grave, mas macia, sentir sua proximidade, seu perfume (não soube identificar, se era Quasar ou Davidov), era bom o suficiente. Era, mas não seria por muito tempo.

No apartamento novo uma das primeiras coisas que montamos foi a cama.

— Quando eu era solteiro — disse ele — não era comum gente solteira ter cama de casal. Hoje em dia tudo é tão diferente…

— E isso lhe incomoda, Donatelo? Você acha que é errado esse movimento todo de liberação sexual?

— Não, não é errado! Apenas é diferente de tudo que eu vivi!

E pode ser mais diferente ainda. Como você se sentiria se eu lhe dissesse que sou homossexual?

— Eu riria da sua cara — disse ele com um sorriso enorme no rosto — e diria que sei reconhecer um gay quando vejo um.

Rimos juntos, mas apenas até o momento em que começou a ficar sério o assunto. Quando ele finalmente se convenceu de que eu estava falando a verdade, ficou sem saber o que dizer, o que fazer, visivelmente desconfortável.

— Donatelo, se eu tivesse cerveja em casa, te ofereceria uma para você relaxar. Não há com que se preocupar, eu não vou te fazer mal, homossexuais não são alienígenas…

— Alfredo, vamos mudar de assunto, estou muito constrangido.

A honestidade dele me fez curtir ainda mais sua companhia, sua presença, e por saber que seriam esforços inúteis desisti de tentar convencê-lo de que não havia “riscos” por estar comigo.

Ao final do trabalho, que não demorou quase nada, ele me cumprimentou, aquela mão quente e forte, dizendo:

— Não importa com quem você goste de dormir, sua companhia é muito agradável, e se um dia quiser me convidar para uma cerveja, sabe onde me encontrar.

A areia da ampulheta escorria entre meus dedos, e eu precisava ser rápido. Precisava seduzir aquele coroa, mesmo correndo o risco de uma negativa. Não poderia perder a chance, depois de uma entrada dessas.

terraza__21_— Dono, eu não quero cerveja contigo, quero matar minha sede é na tua saliva — tasquei à queima-roupa.

— Co… como assim… eu… eu…

Interrompi seus balbucios com um puxão firme na mão que eu segurava, roubando-lhe um beijo na boca. Ele não ofereceu resistência, pelo menos não tanta quanto eu esperava, mas tampouco mostrou-se entusiasmado com a idéia.

Abrecei-o novamente, dessa vez mais delicadamente, apoiando seu rosto sobre meu ombro esquerdo, e voltei a beijar aquela boca. Agora ele já cerrara os olhos no momento do beijo, e envolvera meu tórax com seus braços.

Abri os botões de sua camisa, e pude sentir o perfume que ele exalava, bem diferente da nhaca de sovaco que esses profissionais sóem ostentar. Beijei seu peito, e ouvi seu coração acelerado, forte, parecia uma batida de música “techno”. Tuf! Tuf! Tuf! Tuf!

Rocei os lábios em seus pêlos macios, suguei os mamilos, e desci em direção à sua cintura. Segurei o desejo de arrancar-lhe as calças à força, e abri suave e lentamente seu cinto. Tirei-lhe os calçados e as meias, e deixei que as calças caíssem até os calcanhares. A visão seguinte jamais esquecerei: uma cueca tipo boxer, totalmente colada ao corpo, delineando com uma indescritível beleza plástica o volume do saco e da pica, ainda mole.

Tirei sua cueca, aproveitando para alisar suas coxas fortes e peludas, libertando aquele monumento à beleza masculina. Levei os lábios ao pau, que não era tão grande, mas bem grosso, e após beijá-lo detive-me na parte que mais aprecio no corpo de um homem: o saco. Lambia, mordiscava o escroto, punha uma bola e outra na boca (jamais conseguiria pôr as duas ao mesmo tempo), e alisava as coxas musculosas do freteiro.

— Alfredo, estou muito nervoso, desculpe, mas não vai subir…

— E por que você não acalma esse nervosismo tirando minha roupa?

Ele começou a me despir, trêmulo, desajeitado. Quando tirou minha calça não conteve uma exclamação:

— Nossa, você está de pau duro!

hmmgk-0034Quando estive em pêlo, como ele, levei-o para a cama, deitei-o e iniciei uma sessão de beijos e amassos, chupadas, sem poupar força, mas sem causar desconforto a ele. Normalmente os homens não resistem a um carinho de macho, que eles jamais encontrarão numa mulher, tampouco poderão aplicar nelas.

Muito pouco faláramos até aquele momento, e eu não podia deixar de elogiar aquele homem lindo que eu escolhera a dedo para aquele momento (embora não imaginasse que fosse acabar na cama).

— Donatelo, você é tão bonito quanto seu nome.

— Alfredo, é errado o que estamos fazendo. Somos dois homens.

— Ora, Donatelo, deixe de bobagem! Se você não estivesse com vontade de fazer o que estamos fazendo não teria me permitido vir até aqui!

— Vontade eu tenho desde quando era moço, e que trepava com os outros caminhoneiros na estrada. Mas desde que casei que jurei a mim e ao padre que não faria mais isso.

O rumo da conversa começara a me incomodar, o que ditava a necessidade de voltar à ação: meti o cacete em sua boca, e ordenei que mamasse.

— Chupa, Donatelo, como você fazia nos caminhoneiros da estrada, mama esse caralho!

Ajeite-me para um 69, e caí de boca também naquele cacete delicioso, que estava já endurecendo, e em um ou dois minutos já não cabia mais em minha boca. Aumentei a intensidade da chupada, punha o caralho todo na boca, pressionava a língua contra o corpo do pau, e tirava com a língua pressionada. Ao chegar na glande uma ou duas voltas de língua, e novamente engolia o cacete.

Então decidi que iria comer o cu de Donatelo. Passei gel no cacete, encapei-o com a camisinha, e passei mais gel em seu rabinho, posicionando-me para consumar o ato. Ele protestou sem nenhum ênfase, e em poucos minutos eu estava com o pau atolado naquele cuzinho apertado e peludo. Meu gringo só gemia, com o pau cada vez mais duro. Comecei a fodê-lo lentamente, depois mais rápido e forte. Não ia agüentar muito sem gozar.

genesgtDe repente, seus gemidos tornaram-se gritos, e ele pedia alucinado para eu meter tudo, para arrombar seu cu, pois ele iria gozar.

— Soca uma punheta, eu quero gozar — implorava ele.

Meti a mão em seu caralho, punhetando com um certo vigor, quando senti aquele cu contraindo-se totalmente ao redor de meu cacete. Não tinha como fodê-lo devido à força que seu esfíncter aplicava em minha jeba. Então vi um forte e grosso jato de porra ser lançado de seu cacete. O esperma voou a uns 40cm, pelo menos, em farta quantia.

Ao primeiro sinal de a pressão em meu cacete ceder voltei a bombar, enchendo em instantes a camisinha com meu sêmen.

Depois de ficarmos um tempo descansando da foda sensacional, Donatelo foi tomar banho, e eu fui em seguida. Quando voltei do chuveiro encontrei apenas um bilhete com os dizeres:

“Foi ótimo o que aconteceu, mas nunca mais deve repetir-se. Por favor, esqueça que eu existo. Não me telefone. Dono.”

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