Ficção

A Volta do Canalha

stanTodo mundo sabe que sou mesmo um grande canalha, que gosto mesmo é de homens coroas, e que não me envergonho de usar os artifícios de que necessitar para alcançar meus objetivos.

Contudo, passei alguns meses perdidamente apaixonado por um sujeito que era tudo o que eu poderia querer na vida, lindo, carinhoso, culto, inteligente. Mas como nada é perfeito, ele resolveu ir embora, procurar outro macho pra chupar-lhe o pau e foder-lhe o cu.

Foi aí que entendi por que os bate-papos pela Internet são tão cheios de gente procurando transas: o sujeito, por mais seguro de si, fica se sentindo um bosta quando termina um relacionamento, e o anonimato da Internet é uma bênção, pois permite dar asas à imaginação, e se a covardia falar mais alto é só desconectar e pronto.

Eu também fui para a Internet, para procurar um coroa pra transar.

Mas não fui para as salas gays, porque lá só tem bichinhas (a maioria, perdoem-me as exceções), e os poucos coroas que há ou são mais rodados que a Estrada de Santos, ou são os mais enrustidos possíveis, que não querem trepar com homem, porque não têm coragem. No primeiro caso, seria fácil demais, no segundo muito difícil, quase impossível. Fui então para a sala “Mais de 50″, e entrei com nome de mulher. Os caras vinham conversar comigo, e quando o papo pendia pro sexo eu dizia ser uma muilher que gostava de ver dois homens transando, que se não fosse assim não transaria.

hh_2Vários dispensaram a minha personagem, mas houve um que disse que nunca tinha tido experiência com homem, mas não se importaria de ser chupado pelo namorado dela (cuja descrição que eu dava era a minha própria), contanto que fosse só isso, e que isso fosse condição para que ela desse pra ele.

Conversamos longamente, o pobre do coroa pensando que falava com uma advogada rica e gostosa, e eu de pau duro imaginando que ia transar com um cara que nunca tinha estado com outro homem antes. E fodam-se os princípios, sou maquiavélico mesmo!

Marcamos então um encontro, “os três”. A advogada e o namorado passariam para pegar o coroa na saída do trabalho, numa tarde daquelas, pra conversarem e irem a um motel.

Na hora marcada lá estava eu esperando pelo sujeito. Meu coração quase saiu pela boca quando eu o vi saindo do prédio e indo esperar na esquina combinada: tinha 52 anos, cerca de 1,65m, uns 80kg, calvo, bigodudo, olhos verdes que contrastavam com a pele bronzeada, pêlos que escapavam pela gola da camisa pólo, coxas grossas, e uma bunda incrível!

Respirei fundo e aproximei-me dele.

— Carlos? Eu sou o Alfredo.

— Oi, como vai? A Ana está aí.

— Vamos para o carro, por favor. Está ali…

Sentamo-nos, ele meio assustado, e eu não demorei em apresentar uma desculpa esfarrapada.

— Ela teve problemas no trabalho, um julgamento que era pra ter sido rápido acabou estendendo-se mais do que ela previa. Mas de qualquer forma achamos por bem eu vir te pegar, até porque eu não tinha teu telefone pra avisar do desencontro.

— Ah… Então deixamos pra próxima…

— Você que sabe, mas eu acho que poderíamos ir pra minha casa, e esperar a Ana lá. Pelo menos um telefonema, na pior das hipóteses, ela vai dar.

— Sabe o que é, é que nunca estive com outro homem, e eu não sou viado… Eu… bem…

— Não se preocupe, Carlos, não vou te fazer nada, além do mais você é parceiro da Ana, não meu.

Eu estava fodido, pensara. Essa porra de mentira estava ficando insustentável, e era certo que o coroa não quereria nada comigo, doravante.

Após pensar uns minutos ele topou me acompanhar até em casa. Como moro num lugar apertado, tivemos de sentar os dois no mesmo sofá pra conversar. Ele então me contou sua vida (que eu já sabia, óbvio, mas que tive de fingir ser tudo novidade), e depois de umas cervejas já estava bem mais à vontade. Comecei então a tocá-lo de leve no braço e na perna enquanto falávamos, até que convidei-o a tirar a camisa, pois estava muito quente. Com a mesma desculpa pedi licença e fui tomar um banho. Apartamento pequeno, tirei a roupa ali mesmo, na frente dele.

Constrangido, o pobre nem me olhava, disfarçando com o olhar fixo na TV. Tomei um banho, lavei particularmente bem o cu, e voltei pelado pra sala. Pra minha surpresa, ele estava só de cueca, pedindo se poderia tomar um banho também. Quase tive um ataque cardíaco ao ver o volume de suas bolas e pau na cueca apertada, mas segurei-me e indiquei o caminho do banheiro.

— Vai indo que eu já te levo uma toalha seca.

35357Ele estava com o box fechado, não dava pra ver mais que sua silhueta, mas eu fiquei ali fazendo hora porque não perderia a chance de vê-lo pelado. Quando ele saiu do box não hesitei em dizer:

— A Ana sabe mesmo escolher, você é lindo, Carlos!

— Você também é um rapaz bonito, Alfredo. Admira-me que goste de homem.

— Por quê?

— Não sei, mas sempre achei que os viados fossem caras que ão agradassem as mulheres, e por isso preferiam os homens, por ser mais fácil de agradar.

— Não, Carlos, eu gosto de homem porque homem dá muito mais prazer. Mulher não tem pau, como vai saber chupar, por exemplo?

— Eu jamais chuparia um pau.

— Mas se deixaria chupar, não é mesmo? A Ana me disse…

— Olha, está ficando tarde, e…

— E acho melhor pararmos de perder tempo — atalhei eu.

Caí de boca no caralho mole do coroa, e segurei suas bolas. Ele se assustou, tentou fugir, mas segurei firme a pica com os lábios, e ele acabou, talvez por medo, ficando quieto. Era um cacete grosso, comprido, gostoso de chupar. Mesmo mole enchia toda a boca. Não tardou em começar a endurecer, e aí ele já estava no papo.

Fomos para o quarto, ele meio protestando, mas com o pau latejando de duro. Chupei mais um pouco, caprichando bem, e ele pediu que queria gozar, não agüentava mais de tesão.

— Não, eu ainda não terminei, Carlos.

Além do mais, não está no meu protocolo dar pro sujeito da primeira vez que saio com ele, ainda mais um pau daquele tamanho, minhas pregas ficariam destruídas!

Segurei o cacete com a mão esquerda, com a direita massageava o peito dele, e com a língua percorria dos ovos até o cu.

— Pára que eu não sou viado! — pedia ele sem convicção.

Virei-o de quatro, com algum custo, e caí de língua naquele cuzinho rosado e volteado de pentelhos. O gordinho urrava, pedia pra eu bater punheta, mas não o fiz e não deixei que fizesse.

— Agora é tua vez de chupar, Carlos. Não me venha com frescura, você está adorando transar com um macho de verdade!

— Um 69, então…

— Tá bom.

spreadsheetexcitementEle abocanhou meu pau, meio sem jeito, mas logo estava chupando muito bem, pois seguiu minha dica de fazer o que gostaria que eu lhe fizesse. Eu chupava seu pau enorme massageando seu cuzinho, e num gesto de comando pu-lo novamente de quatro, vesti um preservativo, besuntei seu rabo com KY e enfiei a cabecinha.

— É só pra você gozar, Carlos. Relaxa que é bom.

Alguns minutos depois eu estava com o cacete alojado no cuzinho dele, e em mais três ou quatro punhetadinhas no seu pau fi-lo gozar um rio de porra.

— Goza agora, Alfredo.

— Pode ser no teu cu?

— Só não me machuca.

Seu desejo era uma ordem, e em algumas bombadas eu estava enchendo a camisinha de porra. Seu cu era uma delícia, foi o melhor cu que já comi na minha vida. Transamos mais uma vez, e por sorte ele não pediu pra me comer (eu não teria agüentado).

Járecompostos, depois de trepar mais uma vez, ele deitado em meu colo no sofá da sala, contei a ele que nunca houve Ana nenhuma, e que tinha sido apenas um ardil para seduzi-lo. Ele ouviu calado, e no fim agradeceu.

— De um jeito ou de outro, foi uma trepada maravilhosa, e espero poder aprimorá-la ainda mais. Você topa?

O que será que eu fiz? ;-)

Copy Protected by Tech Tips's CopyProtect Wordpress Blogs.