Histórias Reais

Acredite se Quiser

daddy051Quem freqüenta este site sabe que aqui publicam-se contos eróticos. Ficção. Imaginação. Fantasia. Alguns são verossímeis, e de tão verossímeis somos capazes de apostar que são ficcionais mesmo, porque tudo dá certo demais. Outros, relembrando Santo Agostinho (que disse “credo qui absurdum est”, creio porque é absurdo, ao referir-se ao de que é capaz um ser humano), são tão estapafúrdios que bem podem ser verdadeiros, depoimentos e desabafos de quem passou pelas situações.

O texto que hoje trago aos assinantes, depois de tantos anos sem escrever, é uma transcrição de um episódio por que passou um grande amigo meu, em que eu só acreditei porque meu amigo não mente.

Meu amigo mora numa cidade de interior. Teve o destino de ter sua homossexualidade exposta depois que um parente aloprado o flagrou vendo coroas pelados na Internet, e saiu gritando no bairro inteiro que fulano era fresco. Naturalmente, meu amigo embora tenha muito mais paciência que eu não tem um saco sem fundo para depósito de desaforos, e acabou por sentar a mão no sujeito, que estirado no meio do asfalto, com o nariz sangrando, teve de ouvir: “homossexual eu sou, mas não deixo de ser homem”.

Por conta desse episódio muita gente sabe de suas preferências, e ouso arriscar que por conta do mesmo episódio respeitam-no e o poupam de chacotas e piadinhas sem graça. Normalmente é assim, basta um apanhar para que a comunidade inteira passe a respeitar.

Meu amigo tem muitos amigos coroas, e toda semana conhece mais gente. Os que ainda não sabem de sua preferência, ao conhecê-lo, ficam logo sabendo ou por boca de outros coroas ou por ele próprio, que não corrobora com a hipocrisia.

Um dia ele conheceu Jair. Matuto, moreno de sol, grisalho, forte, peito peludo, sempre de bermudas ou com as calças arremangadas, e uma folha de capim no canto da boca. Exalava sensualidade, desde o jeito brejeiro de andar, ao jeito de sentar com o saco todo alojado na perna esquerda da calça, ou de parar de pé, com os braços para trás e o púbis projetado, dando mostras da pujança do material que se escondia sob os panos.

Conversaram um bocado, e meu amigo sutil e inteligente deixou claro a Jair que desejava muito conferir a sensação de meter a língua em suas partes íntimas, e embora o coroa não fosse assim tão receptivo, nunca respondeu a meu amigo com uma negativa.

Era véspera de feriado, e meu amigo passeava pela praça da cidade, olhando os velhos jogando damas, pensando na vida e inventando paródias para canções populares, quando seus devaneios foram desfeitos por um grito.

“Ô, fulano, cê qué jantá lá incasa hôji?”

“Você estará sozinho, Jair?”

“Não, mais minha muié tá doida pra ti cunhecê. Vai inté fazê uma bóia mió pra ti isperá.”

“Está bem, se você acha que devo ir, não vou fazer desfeita ao seu convite.”

daddy061Na hora combinada lá estava meu amigo, na casa de Jair. Educado que é, levou um ramalhete de flores do campo para a dona da casa, que logo estava encantada com a mente privilegiada do rapaz, que se manifestava de maneira tão simples. Aproveitando das atenções de meu amigo, a senhora não demorou a desfiar um rosário de lamentações, da carga de trabalho, do pouco dinheiro, e finalmente na dor que sentia nos pés após um dia inteiro de labuta.

“Não seja por isso”, disse meu amigo, “sente-se aí e me dê seus pés que eu lhe faço uma massagem, como forma de demonstrar o quanto apreciei o seu tempero.”
Enquanto conversava com o casal meu amigo espremia os pés da mulher, que meio emocionada confessava que era a primeira vez que alguém lhe fazia tal gesto. E meu amigo continuou dando atenção a ela, até que ela dissesse para ele parar.

“Jair”, disse ela ao fim da massagem, “cê vai querê uma massage também?”

“Vou, mas não nos pés, quero massagem é aqui, ó…”

Jair dizia isso com o pênis e as bolas para fora da calça, olhando firmemente nos olhos de meu amigo. Este, por sua vez, não sabia se admirava aquele colosso de mais de vinte centímetros, com a chapeleta brilhosa de tesão, ou se ficava envergonhado pelo que o coroa estava fazendo diante da própria esposa.

“Cê qué massagiá ele? Pódi i, eu não se importo”, disse a mulher.

Meu amigo que também não nasceu ontem postou-se de joelhos diante daquele monumento, e engoliu o que pode do falo rígido, com uma mão nas bolas de Jair, e a outra em sua bunda lisa e macia como seda. Este, então, gemia alto, não escondendo o prazer que aquele felácio lhe proporcionava. E a mulher levantou dali e foi cuidar da louça.

“Nossa, tô mi sintino tão bem! Cê divia cobrá pra fazê massage, ia enricá ligero”, falava ela com uma naturalidade espantosa.

Meu amigo não tardou a arrancar uma ejaculação farta e cremosa de Jair. Não engoliu o sêmen, mas num acesso de frescura que durou um átimo ele pensou que não seria delicado com a anfitriã cuspir no chão. “Foda-se”, pensou, e lançou no piso de cimento queimado a gala branca do dono da casa.

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Quando ele pensava que a missão estava cumprida, tomou ciência de que estava enganado, pois Jair mandou ele ficar de quatro para ser sodomizado. Meu amigo baixou as calças (louvado seja quem inventou a calça de moletom), e apesar de gostar de levar ferro viu estrelas quando o coroa enfiou de uma vez só aquele quase um quarto de metro de verga em suas pregas. Logo Jair já estava enrabando meu amigo alucinadamente, gemendo e desferindo tapas indolores, mas sonoros, no traseiro de meu amigo.

“Óia, fulano, a mió coisa que cê pudia fazê pur mim era dá um jeito nesse véio; o disgramado não me dexa drumi, passa a noite toda me atentano, e eu nunca gostei muito dessas coisa, agora dispois di véia, qui tô seca, intão nem se fala.”

Jair gozou novamente, tão ruidosamente quanto antes, e conduziu meu amigo até o banheirinho, onde improvisaram um banho e ficaram novamente em condições de voltar ao convívio social.

“Inquanto ceis tava aí eu apruveitei i passei um café novinho, café di saco, e não essas droga di café solúvi”, disse a mulher com um sorriso luminoso, enquanto servia três xícaras de um delicioso café.

O que aconteceu depois eu não sei. Não quis saber, nem nunca voltei a perguntar a meu amigo como tinha ficado. A única coisa que sei é que essa estória me pareceu boa demais para ficar restrita ao conhecimento de quatro pessoas: meu amigo, Jair, a esposa e eu. E assim como eu a ouvi, o mais fiel possível ao que me foi contado, eu as entrego aos assinantes do HomensMaduros.com.

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