Punhetinha com o Sogrão
Há alguns anos o Lucas, um velho amigo de meu pai, mudara para perto da nossa casa, e acabei por conhecer o coroa. Era uma delícia de homem: pouco mais de 50 anos na época, cerca de 1,60m de altura e uns 85kg; olhos verdes, cabelo grisalho, peito peludo, braços e pernas fortes, uma bunda redonda que dava água na boca, e um volume considerável entre as pernas. Para completar o quadro ele tinha a voz aveludade, um sotaque meio caipira, e lábios de enlouquecer qualquer um.
Depois que o vi pela primeira vez comecei a aproximar-me, mesmom sem esperanças de que alguma coisa pudesse rolar, haja vista a amizade entre as famílias, e seu jeito sério de homem casado. Embora não fosse meu interesse acabei conhecendo suas filhas, e uma delas acabou por encantar-se por mim, e eu a usava como pretexto para visitar o pai. Quando me dei conta, embora nem mesmo um beijo tivesse jamais dado na menina, as famílias achavam que estávamos namorando, e ela alimentava esse delírio sei lá eu por quê.
Uma tarde eu estava na calçada esperando um ônibus, e o sogrão passou de carro e me viu. Parou e perguntou pra onde eu ia, oferecendo uma carona logo em seguida. Disse que estava só indo dar uma volta, e que seria bom poder conversar comigo até chegar ao meu destino.
Juro que não ouvi uma palavra do que o sogrão dizia, embriagado que estava pelo seu perfume. Não pude evitar uma ereção indisfarçável, e senti o rosto avermelhar quando ele falou “você não está ouvindo uma palavra do que eu digo”, ao parar num semáforo.
Quando tinha 18 anos fui morar com um tio em virtude de minha cidade não possuir estrutura para concluir meus estudos.
Tomás tinha 22 anos de idade, e trabalhava como office-boy numa grande agência de cobrança. Não gostava muito de trabalhar na rua, mas devido à sua timidez ele sabia que não encontraria outro emprego com facilidade, e o dinheiro lhe era muito importante. Suas
Nasci em uma família de moldes tradicionais, de moral judaico-cristã, que tinha como peculiaridade o fato de ser ausente. Se hoje condenam-me por não visitar pais e tios, creio que isso seja meramente um reflexo de como fui criado.
— Acchille, com dois C, H e dois L. Pronuncia Aquile. Não tem S no final.