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Archive for the ‘Ficção’ Category

O velho que espancava

November 2nd, 2009
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Quando eu o conheci ele tinha 72 anos. Agora deve estar com uns 83 ou 84. Era bonito, grandão, cabelo branco na cabeça, no peito, no saco, nos braços, mas os das pernas e da bunda eram negros. Aliás, que bunda! Firme feito rocha, não tinha nem como comparar com muita bunda de moleque que tem por aí!

Conhecemo-nos meio por acaso, e devido a sua aparência extremamente masculina tive medo de me aproximar. Depois ele disse que também teve medo na minha aproximação pelo mesmo motivo, e ambos rimos disso. Em meia hora de conversa estávamos decididos a ir a um motel.

Lá chegando, nos abraçamos, e no primeiro beijo senti que ele mordera meu lábio. Não dei bola.

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Decálogo do Chupador de Paus

March 19th, 2009
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7Chupar um pau é algo mais do que colocá-lo na boca e succionar, em meio a uma mistura de língua, dentes, lábios e muita saliva. É um ato de prazer a dois e uma homenagem que um homem presta a outro.

A escolha do pau, ou do homem que o porta, é fundamental. Avaliar bem o volume que se forma na calça; a maneira como o homem se comporta e caminha;, o gesto com a mão, natural, com que acomoda o material na cueca, distraidamente; o interesse dele em você, as vezes tímido, outras determinado; todos são fatores que antecipam uma grande chupada.

Se a sorte está de seu lado e o cara que você paquerou está a seu lado, no banheiro mijando, então, há outros elementos para avaliar. A forma como ele segura o pau, o jorro forte do mijo, as sacudidas vigorosas que dará no pau ao finalizar a mijada e a maneira disfarçada com que faz essa performance, desejando que você esteja assistindo e querendo-o (coisa que você estará fazendo), são indicativos precisos da chupada que poderá vir a acontecer. Se o macho que você escolheu, nos corredores do shoping ou no cinema, é o mesmo que está a seu lado, de pau na mão, terminou de mijar e segue manuseando, levemente o pau, que vai endurecendo, aos poucos, você é um cara de sorte: esse cara quer uma mamada, tanto quanto você quer chupá-lo.

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O Motorista do Ônibus

March 19th, 2009
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O relato que vou apresentar é sobre a oportunidade que tive de realizar uma fantasia de longa data. Assim como eu, tenho certeza que várias pessoas tem essa mesma fantasia. Principalmente as pessoas que gostam de homens coroas. Bom, estou falando isso por que não tem nada mais provocador e excitante que aqueles motoristas de ônibus, coroas, charmosos, com aquela gravata básica e camisa social, que exalam masculinidade por todos os poros.

Certa vez, quando fui prestar vestibular em Porto Alegre, aconteceu. É, quando a gente menos espera, os melhores momentos da vida acontecem. Fui de ônibus lotação, para economizar tempo e dinheiro, já que moro a 140 km de Porto Alegre. Bom, chegando lá, me preparando para procurar a minha sala, ouvi alguém na multidão falar: “me alcança minha carteira de identidade”. Me deu um calafrio e lembrei que havia me esquecido da minha a 140 km dali.

Deu-me uma raiva que eu queria me esbofetear. Meses de estudo para nada. Bom, afinal o que poderia fazer agora. Chateado fui de volta ao ônibus e expliquei ao motorista que riu da minha burrice. Entrei no ônibus e sentei numa janela e só lembrava que teria 4 horas para ficar me torturando até os outros terminarem as provas e ir para casa. Nisso, outro ônibus encostou ao lado do nosso e ao colocar os olhos no motorista, todas as mágoas e problemas desapareceram. QUE HOMEM!!!!! Não consegui tirar os olhos daquele tesão. Usando um óculos escuro daqueles tipo policial americano, manobrava com seus braços fortes e peludos, o volante para estacionar o ônibus.

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A Mala do Titio

March 12th, 2009
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18630082Quando tinha 18 anos fui morar com um tio em virtude de minha cidade não possuir estrutura para concluir meus estudos.

Sempre namorei, e adoro uma xota. Entretanto, minha primeira experiência com outro homem foi marcante e inesquecível.

Tinha um corpo normal para um garoto da idade, não mais que 1,80m, 70kg, pêlos distribuído pelo corpo, uma bunda carnuda e um pinto razoável (15cm, porém grosso).

Meu tio, 38 anos, separado, advogado, morava sozinho num apartamento pequeno. Possui um corpo de dar inveja a muitos homens da sua idade. Embora nunca tivesse visto pelado, ou mesmo de cueca, seu corpo peludo, suas pernas torneadas e sua mala chamavam à atenção de qualquer um.

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O Tímido

March 12th, 2009
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26Tomás tinha 22 anos de idade, e trabalhava como office-boy numa grande agência de cobrança. Não gostava muito de trabalhar na rua, mas devido à sua timidez ele sabia que não encontraria outro emprego com facilidade, e o dinheiro lhe era muito importante. Suas passagens pela sede da empresa se davam, basicamente, no início do dia e no final da tarde, o que lhe impedia até mesmo de conhecer melhor os próprios colegas.

Um dia suas preces foram atendidas: ao chegar no escritório de manhã para fazer o levantamento do que precisaria fazer, foi avisado pelo gerente da unidade que aquele seria seu último dia no serviço de rua, e a partir do próximo dia ele passaria a receber treinamento no trabalho do escritório.

Foi o mais longo dos dias de trabalho, e até esquecendo da timidez ele se despedia dos conhecidos dos bancos e repartições por onde habitualmente passava, anunciando a boa nova. E no dia seguinte lá estava ele radiante de alegria, mas pálido de nervosismo e medo do desconhecido.

Quem ficou para ensinar-lhe o trabalho era o colega que estava por aposentar-se, o Ernesto. Tomás não sabia se havia sido uma bênção receber o treinamento de Neto (era como chamavam o colega mais velho) ou se era uma provação a que a vida o fazia passar: Neto era um coroa maravilhoso aos olhos de Tomás, que também acreditava que ninguém desconfiasse de suas preferências sexuais, nem de sua virgindade.

Tomás não se incomodava tanto com gostar de homens, mas quando punha-se a pensar nesse assunto ficava muito indignado por gostar de “velhos” e gordos. Seria muito menos fácil do que ser heterossexual, mas ainda assim seria mais fácil gostar de jovens da sua idade. Mas, não, Tomás gostava justamente de homens do tipo de Neto: não que fosse baixinho, mas para alto tampouco servia; gordinho, com uma barriga redonda e dura, os “peitinhos” crescidos, visíveis, coxas grossas, braços fortes, cabelo que brotava da abertura da camisa, grisalho como o da cabeça; e o que enlouquecia o jovem Tomás: uma bunda grande, redonda, firme, que parecia deixar armada a calça social do coroa.

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