Ficção

Domingo no Parque

77134297Domingo à tarde, sol brilhando apesar do frio. Crianças andando de bicicleta, jogando bola, correndo. Pais e mães alegres em seu redor. Na verdade, tudo parecia um longo comercial de margarina.

A meu turno, sentia-me tristonho, sozinho, melancólico. Havia um ano que meu antigo amor simplesmente desaparecera, sem deixar pistas ou sinais. A velha história de “saiu pra comprar cigarro”, e nunca mais voltou.

Estava sentado em um dos bancos do parque, observando as crianças e lembrando de quando não pensava em amores, nem sentia solidão, apenas brincava e crescia. Talvez eu até tenha sido uma criança feliz.

Estava perdido nesses devaneios e nem percebi que um casal sentara-se no mesmo banco que eu. Ambos de meia idade, silenciosos, também de olho nas crianças. Uma garrafa térmica e uma cuia de chimarrão passaram das mãos dela às dele, que ao terminar de sorver o último gole, ofereceu-me um. Aceitei mais por obrigação do que por qualquer outro motivo.

Trocamos algumas palavras superficiais, acerca do tempo, do friozinho gostoso, quando a mulher pediu licença, pois precisava ir embora.

— Vais ficar mais um pouco, meu velho? — perguntou ela com carinho na voz.

Continuamos ali, aquele homem e eu. Enquanto conversávamos pude observá-lo melhor, e ver que era um belo espécime de macho: tinha 55 anos, não era muito alto (na verdade, da altura do meu ombro), gordinho, cabelos grisalhos, olhos azuis, mãos fortes e macias, coxas grossas. Pude perceber que não era muito peludo, apesar de pelo frio estar bastante vestido (é só olhar para a mão e a parte superior dos punhos).

Falávamos sobre as crianças, sua aparente tranqüilidade, quando notei que ele tentava disfarçar lágrimas que brotavam de seus olhos celestiais. Não cometi a indelicadeza de perguntar do que se tratava, naturalmente.

— Tu deves estar me achando um fresco por estar à beira do choro. Mas não me julgues, rapaz, que só Deus e eu sabemos o tamanho da minha dor.

Não sei de onde ele tirou a idéia de que eu pudesse estar fazendo qualquer julgamento a seu respeito. Na verdade, até estava, mas minha avaliação opunha-se ao que ele insinuava. Eu estava é considerando-o muito forte por não afastar-se de sua emoção, do seu sentimento.

— A água do chimarrão terminou. O senhor não quer ir comigo até minha casa, aqui pertinho, podemos reabastecer a garrafa térmica.

Ao chegarmos em casa, ele me contou a razão de suas lágrimas. Ele e sua esposa eram casados há 31 anos, união que produziu um menino forte, bonito e saudável. Mas que não chegou a tornar-se um homem, pois um acidente gravíssimo ceifou sua vida aos tenros oito anos de idade.

— Meu menino estaria completando 30 anos no próximo mês.

Quase não pudemos, ambos, ocultar a surpresa, pois o filho de meu novo amigo faria aniversário junto comigo, no mesmo dia, e teríamos a mesma idade!

— Será que eu posso te dar um abraço? Deixas que eu imagine por um instante que tu és o meu menino que voltou pra me dar alegria? — pediu-me ele novamente com os olhos marejados.

— O que mais quero é te dar um abraço…

Agarramo-nos, e ambos projetamos no outro nossas saudades, nossos sentimentos mais profundos. Ele, saudades do filho morto há mais de vinte anos. Eu, saudade do meu amor que se foi sem nem dizer por quê, razão pela qual decidi tornar-me um cafajeste, e comer todos os coroas que pudesse.

Sentamos à beira da cama (meu apartamento é um quitinete minúsculo), de mãos dadas, após o caloroso abraço, em que pude sentir a força dos músculos daquele homem, o cheiro de sua loção pós-barba, a maciez de seu rosto encostado no meu.

— E tu, Alfredo, por que choras?

— É melhor que eu não te fale sobre isso, é possível que não entendas, e queiras sair daqui correndo.

— Lágrimas assim tão sentidas não podem ocultar nada tenebroso. Já vivi um bocado, filho, sei ver quando alguém é “do bem” ou “do mal”, como diz a gíria. Teu coração transborda em lágrimas de saudades, eu sinto.

— Isso mesmo. Hoje faz um ano que o amor da minha vida se foi, não sei para onde, sem deixar o menor sinal. Meu coração partiu-se em tantos pedaços e tão minúsculos que às vezes temo que eles me atravessem o peito e se evaporem ao vento.

— E esse teu amor… ?

— Era outro homem — falei olhando em seus olhos, temendo represálias, rejeição, ou o que fosse. Não que ele pudesse ser grosso ou violento, até porque não é qualquer um que se meteria com um sujeito como eu, de 1,80m, 100kg bem distribuídos, e um bigode preto contrastando com meus olhos azuis.

— Homem de sorte, ele — disse após um breve silêncio. — Posso te abraçar de novo?

Novo abraço, e dessa vez suas mãos percorreram toda a extensão de minhas costas, vindo uma delas parar em minha nuca. Enfiou os dedos em meus cabelos, e suavemente puxou minha cabeça pra trás. Deitou-se em minha cama, e ofertou-me o peito para deitar e enxugar as lágrimas. Naturalmente, aceitei.

Com um braço ele guarnecia minhas costas, com a outra mão acariciava meus cabelos, e num dado momento deu-me um beijo na testa.

meontheriverBem, dor e saudade existiam ali, mas também muito tesão. Meu pau parecia que estava prestes a estourar de tesão. Tomei seu rosto redondo e barbeado nas mãos, olhei profundamente em seus olhos azuis, e dei um beijo em sua boca deliciosa. Pude sentir seu corpo todo estremecer com minha atitude.

— Alfredo, eu sou casado, não devo…

Calei sua voz com mais um beijo, e aproveitando de toda a habilidade aprendida em anos de putaria fui abrindo sua camisa, o que fez com que se revelasse um peito maravilhoso, recoberto de poucos pêlos negros mesclados com alguns grisalhos. Desci a mão até sua barriga, e peguei em seu pau por sobre a calça.

— Alfredo, por favor, eu não quero!

— Está bem — disse eu afastando-me — desculpa-me a ousadia, e recompõe-te. Mas eu vou me despir, mesmo que te importes com isso.

Comecei a tirar minha roupa, e ele não movia um músculo, observando cada mínimo gesto meu. Quando faltava apenas minha cueca, ele levantou da cama, e novamente me abraçou, agora roçando o peito nu sobre o meu. Apertei sua bunda redonda e dura, beijei seu pescoço, e depois rocei suavemente a língua em sua orelha.

Desajeitado, meu amigo pegou meu cacete duro, sobre a cueca, e proferiu as que seriam as últimas palavras daquela hora mágica.

— Eu sempre tive desejo de pegar num pau que não fosse o meu, ainda mais depois que meu filho morreu.

mixeddaddies06Terminei de despir aquele monumento grisalho, e tive uma deliciosa surpresa ao tirar sua cueca: um pinto grosso, não muito comprido (uns 14cm), ornado por pentelhos negros e macios, e um saco lisinho, carnudo, recheado por duas bolas grandes e pesadas. Do jeitinho que eu gosto.

Deitei-o na cama, chupei seus mamilos, arrancando-lhe gemidos, e desci até seus genitais. Puxei a pele do pau, pondo a descoberto a glande rosada, que lambi com volúpia antes de engolir por completo. Seu caralho endureceu, numa pujança rara de se ver. Lambi seus ovos, pus uma de cada vez na boca, pois mesmo que quisesse pôr as duas de uma só vez não conseguiria.

Como ele não se mostrava muito disposto a tomar qualquer iniciativa (o que se explicaria pelo ineditismo, para ele, da situação), levei meu cacete até seu rosto. Ele segurou meu pau com uma mão, e minhas bolas com a outra. Abriu a boca, e conduzi a chapeleta até sua garganta. Ele estava muito nervoso, o que me fez então começar o vaivém suave em sua boquinha. Era incrível como aquele bigode branco constrastava belamente com meus pentelhos pretos.

Ficamos em posição de 69, e enfiei um dedo em seu cuzinho enquanto chupava seu caralho e suas bolas. Ele ia pegando jeito, e a cada minuto sentia eu mais prazer em ser chupado por ele. Alías, tenho uma certa tendência a encontrar coroas inexperientes, que adoro iniciar com todo o carinho, e toda a sensualidade possíveis.

De repente, seu cacete começa a engrossar ainda mais, e percebo que ele vai gozar. Finjo que não sei de nada, e continuo chupando e lambendo no mesmo ritmo. Ele desesperado, com o gozo iminente, mas a boca preenchida por meu caralho duro, só emitia gemidos altos.

Não agüentou, e acabou enchendo minha boca com seu leite quente. Por algum motivo não tive vontade de engolir sua porra, e acabei cuspindo sobre sua barriga. Tirei o caralho de sua boca, e comecei a me masturbar. Meu gozo veio forte, num jato que veio parar no meio da minha barriga. Ficamos os dois ali, deitados, por algum tempo. Quem quebrou o silêncio fui eu.

— Vou te ver uma toalha, precisas de um banho tanto quanto eu.

— Alfredo, será que eu transei com meu filho?

— Deixa de bobagem, homem. Vais querer te culpar, agora, por teres deixado teu tesão aflorar, por teres feito o que tinhas vontade?

Deitou-se meu amigo sobre meu peito, e chorou. Mas dessa vez não era mais um choro de tristeza, e sim um choro de alegria, o choro de um homem que realizara seu sonho de estar com outro homem, o sonho de chupar um pau, de ser chupado por um macho, de ver uma pica golfando porra.

Voltamos ao parque, mas a tardinha já caía. Ele tinha de ir, pois a esposa o esperava em casa. Combinamos de no domingo seguinte tomarmos outro chimarrão, mas por algum motivo ele não apareceu. Nem no próximo. Então, quem deixou de ir ao parque fui eu.

Talvez essa seja minha sina: conhecer homens maduros, ensinar-lhes que podem ser sexualmente felizes com outro homem, e depois nunca mais vê-los…

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