Ficção

O Taxista

f240081c2Esta é uma aventura minha com um taxista irresistível que conheci há algum tempo, quando estava fazendo uma auditoria em sistemas informatizados em um grande escritório contábil da capital gaúcha.

Todos os dias eu chegava cedo, por volta das cinco da manhã, fazia o que podia do meu trabalho — instalar programas para registrar as atividades de teclado de todos os usuários dos computadores — e antes dos funcionários chegarem eu já tinha de ter ido embora. No final do dia eu tinha de voltar quando não havia mais ninguém, instalar mais programas e analisar o resultado dos dados capturados durante o dia.

Na frente do prédio havia um ponto de táxi, e como minha casa ficava longe e eu não gostava de ir de ônibus, desde o primeiro dia fiquei tentando escolher um taxista que fosse pelo menos bonitinho, para que o trajeto não fosse tão entediante. Na segunda noite vi no fim da fila um coroa que poderia ser sósia do Harlan Christiansen: gordinho, baixinho, calvo, barba e bigodes absolutamente brancos, uma pele ligeiramente avermelhada, e olhos do azul mais azul que eu jamais vira! Esperei a fila de táxis andar, e quando chegou a vez dele praticamente me joguei dentro do carro.

Não falamos muito, e gostei disso. Detesto taxistas que ficam falando feito umas matracas, pois a maioria não tem assunto a não ser futebol, ou pior ainda os crentes que tentam converter o passageiro. Na ausência de assunto acabei por medir o condutor de alto a baixo até chegar em frente ao meu prédio. Observei seus braços fortes, peludos, as mãos gordinhas, a ausência de aliança. A barriguinha saliente, mas não muito grande, e coxas grossas e peludas – para minha sorte ele estava com uma bermuda azul que contrastava com a alvura de sua pele. E dentro da bermuda, então, um volume de enlouquecer qualquer um que sabe o que é bom: parecia que ele havia colocado dois tomates dentro das cuecas.

Na manhã seguinte, quando cheguei ao trabalho de madrugada, ele ainda estava lá, no ponto. Trocamos um cumprimento, e vi que ele ficou me seguindo com o olhar até eu desaparecer dentro do prédio. Fiquei impressionado por ele ainda estar ali, mas não gastei muito tempo com minhas divagações porque tinha trabalho a fazer. Na verdade, minha empresa estava sendo processada pelo cliente porque este havia causado a um cliente dele um prejuízo muito grande devido ao sumiço de alguns lançamentos da Contabilidade. “Alguns” é eufemismo: na verdade o prejuízo fora de quase um milhão de Reais. Como na empresa tínhamos certeza de que nossos programas eram absolutamente confiáveis, coube a mim uma auditoria completa para encontrar o responsável pela diferença.

post_62274_11408924471À noite, quando saí do segundo turno de trabalho, o sósia do Harlan não estava no ponto, mas o motorista que peguei para me levar para casa era muito loquaz, e sem saber estava me dando informações muito importantes: disse que os taxistas daquele ponto trabalham 24h corridas, folgam 36h, que a jornada da noite é muito ruim, e quando alguém tem de trabalhar a noite inteira sempre fica mal-humorado porque o dinheiro é pouco. “Eu vi, quando cheguei ao trabalho, que o mesmo taxista que me levara pra casa ainda estava trabalhando, achei estranho”, disse eu. O cara engoliu a isca: em segundos estava me contando tudo que sabia sobre o Moisés (esse era o nome do meu objeto de desejo), para que time torcia, onde morava, o que fazia nos intervalos entre um turno e outro, a que bar ia para jogar sinuca, e mais algumas coisas menos relevantes.

Lá pelo quarto dia de auditoria uma descoberta fascinante: pude provar ao dono da empresa que realmente havia gente apagando os registros, só que ao procurar pelo dono da senha usada para a operação fraudulenta, descobrimos que o funcionário já tinha falecido há dois anos! O que era para ser o término da auditoria acabou se mostrando apenas o início de uma nova fase.

Naquela noite não fui para a empresa sem voltar ao cliente, pois precisava preparar um relatório detalhado para que meu empregador ficasse informado do andamento das coisas, bem como precisava fazer algumas alterações mais complexas nas minhas ferramentas de investigação.

Na manhã seguinte Moisés me viu chegando no prédio e perguntou, com aquele jeitinho tímido: “não te vi por aqui ontem, aconteceu alguma coisa?”. Expliquei sem entrar em detalhes que o trabalho da noite anterior podia ser feito de casa, e eu aproveitara para não sair. “Ah”, disse ele, “pensei que ia te levar pra casa ontem, teria sido a minha melhor corrida”. Convencido que sou, pensei que teria sido a melhor corrida devido à minha presença, mas não: teria sido a melhor corrida porque todas as outras foram curtas e baratas. Combinei com ele, então, de ele esperar até as quinze para as oito, e então ele poderia me levar para casa. E nos despedimos com um aperto de mão, e um sorriso no rosto dele que me fez ver todos os seus dentes.

Instalados os programas, alguns problemas chatos resolvidos, e eu já estava prestes a encontrar meu taxista gostoso para ir para casa. Já tinha o plano “perfeito”: ofereceria 50 reais a mais que o valor da corrida para ele deixar eu dar uma chupada no pinto dele. Se a noite tinha mesmo sido ruim, ele não poderia se ofender com minha oferta. E caso se ofendesse, eu o mandaria à puta que o pariu, e pronto.

Entrei no táxi, ele subiu os vidros e travou as portas, coisa que nunca fizera antes. Ligou o som, e tocava Van Halen: Jump, a segunda faixa do CD 1984. Comentei que era uma de minhas bandas preferidas, e foi como abrir uma torneira: ele começou a jorrar observações sobre a banda, sobre o disco, o álbum, a faixa, até esquecendo do quão ruim e cansativa teria sido sua noite. “Nesse ano”, disse ele, “aposto que eu tinha a mesma tua idade de hoje; eu tinha 34 anos”. Respondi que ele observara bem, mas eu tinha 33, e calculei rapidamente que ele tinha, portanto, 54 anos. E nem o deixei respirar: “tu estás muito bem para tua idade, não fosse a barba branca e eu diria que tens menos de 50”. A resposta que obtive foi um olhar, daqueles lindos olhos azuis, e um sorriso tímido.

Chegamos rapidamente em frente a meu prédio, e pensei que seria a hora de concretizar a segunda parte de meu plano maquiavélico, mas fiquei com remorsos de “comprar” sexo daquele homem. Convidei-o, então, para tomar um café por minha conta. Ele fez um doce, dizendo que não poderia, que tinha compromisso, devolver o carro, não sei o que mais. “Então deixa o taxímetro ligado, mas faço questão da tua companhia.”

Ele não deixou o taxímetro ligado, mas me acompanhou até o elevador, e então fez nova objeção. “Eu pensei que iríamos a uma padaria tomar café; onde estás me levando?”, perguntou. E eu não sabendo se deveria meter a mão logo e acabar com o suspense, ou se deveria tomar café com ele e deixar que fosse embora. Desconversei e entramos em casa. Ele de cara elogiou meu apartamento, e quando eu disse que ficasse à vontade tirou o sapato e se atirou no sofá. Deixei-o às voltas com os controles remotos e rapidamente preparei um café para nós. Chamei-o para comer e ele novamente elogiou a casa e o café, e perguntou por que eu estava fazendo isso, oferecendo minha casa e minha mesa a ele. “Por mim, ofereço cama e banho também, meu caro, não te acanhes”.

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Deixei que balbuciasse algumas dúvidas, e então disse que ele era um dos homens mais bonitos que eu já tinha visto na vida, e que estava oferecendo minha casa a ele para poder aproveitar um pouco de sua companhia. Ele tentou dizer que não estava entendendo, que não gostava de “viadagens”, mas eu o calei ao revelar minha intenção de oferecer dinheiro para transar com ele. Ao ouvir isso ele mudou totalmente, perguntando apenas: “quanto tu ias me oferecer?”.

Resolvi tirar proveito da situação, e já que estava comprando os serviços sexuais do taxista, pelo menos teria que obter uma barganha. “Depende do que eu vou fazer contigo, quanto mais eu fizer, mais eu pago; e sou o único especialista em segurança digital da minha empresa, logo ganho bem.”

Ele disse que não dava, não chupava, não beijava, nem pegava em pau que não fosse o dele, e eu disse que por isso ele poderia levar cinco reais, e olhe lá. Tirei a nota de 50 da carteira, e botei embaixo do pires dele. “Vê o que essa nota vale, e vamos fazer”.

Ele pediu para tomar um banho, e perguntei quanto custaria para eu tirar sua roupa. “Dois real”, disse ele, forçando o mau Português para zoar. E posso garantir: foram os dois reais mais bem pagos em minha vida! Na sala mesmo tirei suas meias, e dei um chinelo de dedo para ele ir ao banheiro. Lá tirei sua camiseta (com os dizeres “Copacabana – Rio de Janeiro”), e encontrei um peito lindo, macio, coberto de pêlos tão brancos quanto sua barba. Passei a mão por tudo aquilo, e desci os dedos pelas costas macias até o elástico da bermuda. Enfiei as duas mãos, empalmando suas duas nádegas, e num único movimento baixei bermuda e cueca. Encontrei então um púbis totalmente coberto de pêlos igualmente brancos, um pinto pequeno mas grosso, isso que estava mole, e um saco rosado e totalmente liso. Quando fiz menção de chegar mais próximo com a boca ele me impediu, dizendo que já fazia vinte e quatro horas que estava trabalhando, e não gostaria que eu fizesse aquilo naquelas condições. Acedi.

Enquanto ele tomava banho eu o observava, e de vez em quando ele me olhava e sorria. Quando ele começou a se secar eu comecei a contabilizar: se o banho tinha custado dois reais, onde e como eu gastaria os outros quarenta e oito? Pedi a ele que me despisse, e perguntei quanto custaria. “Depende: se for só tirar tua roupa é dois reais; se for pra tirar tua roupa igual tu tiraste a minha é cinco.” Restar-me-iam quarenta e três reais.
Ele então tirou minha camisa, desabotoando-a lentamente, e quando fiquei com o peito nu ele elogiou meu perfume. “É Drakkar Noir”, disse eu. E o taxista segurando um mamilo meu com os dedos, com a boca massageava o outro. Minha contabilidade estava furada, cheguei a pensar, mas fui tranqüilizado: “essa chupada nos peitos não vou te cobrar”. Então ele soltou meu cinto, abriu minha braguilha e meteu as duas mãos em minha bunda, como eu fizera com ele. Tomei um banho rápido, enquanto ele terminava de tomar café, e fui “vestir-me” no quarto.

Chamei-o e perguntei quanto custaria um beijo na boca, e ele disse que eram dez reais. Sobrariam trinta e três reais. Encostei meus lábios nos dele, e ele me deu uma “bicota”, já tentando cair fora. “Não vou pagar dez reais por isso, não valeu nem dez centavos”, reclamei. Então ele me deu um beijo, mas um beijo que não sei nem como descrever! Aquela barba branca no meu rosto, uma de suas mãos em minhas costas, a outra segurando minha cabeça, e a língua, nossa! Aquela língua passeava suave e sensual por toda minha boca, e quando era minha vez de usar a língua ele simplesmente comandava com os lábios e os dentes o que eu podia ou não fazer.

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Minhas mãos passeavam por suas costas macias, e então resolvi parar de frescura e buscar logo o pinto dele. E que rocha que estava aquele cacete! Curto, no máximo treze centímetros, mas muito grosso. Havia uma lacuna de mais de um centímetro para que eu pudesse encostar as pontas do polegar e do indicador ao segurar aquele caralho com a mão. Joguei-o na cama, e beijei o peito peludo, e fui descendo pela barriga até chegar próximo ao meu foco de desejo, que eu punhetava lentamente. “Só a punhetinha é dez real, se chupar é vinte”, disse arfando e empurrando minha cabeça rumo à glande brilhosa. Faltaria decidir o que fazer com os treze reais restantes no orçamento.

Botei aquele mastro na boca, e era uma delícia. Engolia inteiro, sentia a cabeça do pau na garganta, meu nariz atolado naquele púbis grisalho. Brincava com as bolas, massageava o saco carnudo, lambia, chupava o pinto novamente. Voltei a beijar sua barriga, seu peito, e ele tomou a iniciativa de me beijar. Se não tivesse desconto, me restariam três reais.

Ele então me deitou de barriga para cima, e novamente chupou meu peito, e conduziu aquela mão forte e macia rumo a meu caralho pulsante. “Que pauzão enorme tu tens”, disse ele gentilmente, “pelas minhas contas tu tens três reais para tentar usá-lo de alguma maneira”. Filho da mãe, ele estava contabilizando a trepada também! Falou isso e foi descendo em direção a meu pau. Passou a barba em meu caralho, me fazendo quase desmaiar de tesão. Forçou o queixo contra meu saco, e perguntou quanto eu pagaria por uma chupada. “Três real”, respondi eu jocosamente. E então meu pau sentiu o prazer de ser agasalhado por aquela boca quente e macia. Ele fazia um movimento de vaivém, sem nunca parar de chupar, enquanto massageava minhas bolas com a mão. Então ele começou a descer e a procurar meu cu com o dedo médio.

Tirei-o de onde estava, deitei-o na cama, e posicionei-me para um meia-nove. “São mais quinze reais”, disse ele, e eu respondi: “isso aí não é microfone, chupa logo”. Ele engoliu meu pau novamente, chegando de vez em quando a engasgar com a jeba na garganta. A meu turno chupava aquela tora curta e grossa e brincava na portinha de seu cuzinho cor-de-rosa. Lambuzei bem o indicador com saliva e comecei a forçar a aberturazinha, até que ele parou de me chupar e falou: “cinco reais o cunete, e trinta pra me comer”. Perfeito, era isso mesmo que eu queria, embora estivesse gastando o dobro do orçamento previsto. Tudo bem, não iria ficar amarelando por causa de cinqüenta reais.

Deitei-o de bruços, e fi-lo apoiar-se sobre os joelhos, deixando a bunda erguida e bem aberta. Chupava desde o cuzinho rosa dele até a cabeça do pau, arrancando gemidos do coroa. Não agüentando mais de tesão peguei uma camisinha e enfiei no pau, e passei um pouco de gel no cu dele. E então comecei a gastar meus trinta reais. “Ai, tá doendo, pára”, pedia ele, mas eu só dizia: “que nada, o cliente sou eu, e eu decido o trajeto, senhor taxista”. Enfiei meu tarugo lentamente naquele rabinho lindo, e fiquei um tempo parado até ele parar de reclamar de dor.

Bombeei um pouco, e então virei-o de barriga para cima, botando suas pernas em meu ombro. O cu já arrombado ficava na altura do meu pau, então eu o fodia enquanto ele punhetava aquele cacete grosso, gemendo e virando a cabeça de um lado para o outro, de olhos fechados de tanto tesão. De repente começou a gritar, gemer alto, arfar, se contrair todo: era o gozo chegando. E vi aquele pau grosso expelir três fortes jatos de porra, que se alojaram em seu peito, e um outro que ficou sobre os pentelhos.

Estava tudo muito bem, porém eu ainda não havia gozado e estava estourando de tesão. Moisés foi ao banheiro, tomou um banho rápido, e voltou para a cama. “Agora vou te fazer gozar, mas essa é uma cortesia da casa, porque o senhor é um cliente muito bom”, disse ele, enquanto me posicionava com a cabeça à beira da cama.

Então ele abriu as pernas e praticamente sentou sobre meu rosto, esfregando aquele sacão na minha boca, e deixando aquele cuzinho que eu recém arrombara totalmente à minha vista. Bati uma punheta e rapidamente gozei feito um animal, com meus grunhidos abafados pelo saco cor-de-rosa do taxista.

Terminada a transa tomamos cada um um banho, vesti uma roupa leve, e ele vestiu suas roupas de antes. Peguei a carteira para pegar os outros cinqüenta reais para pagar a ele. Moisés pegou as duas notas da minha mão, me olhou bem nos olhos e disse: “adorei a brincadeira, principalmente porque tu não te perdeste na conta; mas não sou prostituto, e não vendo meu sexo, pode ficar com o teu dinheiro”.

Ele foi embora, nem ao menos se despediu. Eu sabia, contudo, que na noite seguinte eu o pegaria no início do expediente, e poderia dizer-lhe que não tinha tido em momento alguma a intenção de ofendê-lo.

Naquela mesma noite voltei para a empresa, para ver os dados colhidos por minha nova ferramenta espiã, e a conclusão foi totalmente desconcertante: quem estava fraudando o escritório contábil era a própria esposa do dono! Nem ele nem eu queríamos acreditar naquilo, mas todas as contraprovas que eu pude fazer levaram ao mesmo resultado. “Amanhã, por favor, vamos fazer uma reunião aqui e quero que você faça a interpretação dos resultados para os funcionários, tudo bem?”.

E assim foi: na manhã seguinte a empresa toda se reuniu de surpresa, e quando fui apresentado como especialista em segurança e auditor de sistemas, a mulher ficou transtornada, pálida, e tentou achar uma desculpa para sair da sala de reunião, mas seu marido foi categórico: “ninguém sai daqui, nem atende telefone, enquanto o auditor não explicar o que fez e a que conclusão chegou”. Foi um estresse muito grande, e quando eu revelei (confesso que adorei fazer isso) a identidade da ladra, foi só um monte de gente pedindo desculpas uns aos outros: “eu cheguei a pensar que fosses tu o culpado, me desculpa”. A mulher tentou me agredir, jogou um celular em mim, disse que eu ia pagar muito caro por ter destruído seu casamento e a humilhado diante dos empregados. Por fim, acabei sabendo, semanas mais tarde, por uma funcionária, que ela estava prejudicando o cliente porque tinha sido sua amante, mas ele lhe dera um fora para ficar com a secretária quinze anos mais jovem.

Naturalmente, como meu trabalho estava encerrado naquela manhã tão tensa, acabei não voltando ao Centro naquela noite, não falando mais com meu taxista de cinema. Dois meses depois, contudo, eu o encontrei num outro ponto, próximo a um bar de que eu saía. “Tem dinheiro aí?”, perguntou ele, ao que respondi: “toca direto lá pra casa”.

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