Punhetinha com o Sogrão
Há alguns anos o Lucas, um velho amigo de meu pai, mudara para perto da nossa casa, e acabei por conhecer o coroa. Era uma delícia de homem: pouco mais de 50 anos na época, cerca de 1,60m de altura e uns 85kg; olhos verdes, cabelo grisalho, peito peludo, braços e pernas fortes, uma bunda redonda que dava água na boca, e um volume considerável entre as pernas. Para completar o quadro ele tinha a voz aveludade, um sotaque meio caipira, e lábios de enlouquecer qualquer um.
Depois que o vi pela primeira vez comecei a aproximar-me, mesmom sem esperanças de que alguma coisa pudesse rolar, haja vista a amizade entre as famílias, e seu jeito sério de homem casado. Embora não fosse meu interesse acabei conhecendo suas filhas, e uma delas acabou por encantar-se por mim, e eu a usava como pretexto para visitar o pai. Quando me dei conta, embora nem mesmo um beijo tivesse jamais dado na menina, as famílias achavam que estávamos namorando, e ela alimentava esse delírio sei lá eu por quê.
Uma tarde eu estava na calçada esperando um ônibus, e o sogrão passou de carro e me viu. Parou e perguntou pra onde eu ia, oferecendo uma carona logo em seguida. Disse que estava só indo dar uma volta, e que seria bom poder conversar comigo até chegar ao meu destino.
Juro que não ouvi uma palavra do que o sogrão dizia, embriagado que estava pelo seu perfume. Não pude evitar uma ereção indisfarçável, e senti o rosto avermelhar quando ele falou “você não está ouvindo uma palavra do que eu digo”, ao parar num semáforo.
A Mala do Titio
Quando tinha 18 anos fui morar com um tio em virtude de minha cidade não possuir estrutura para concluir meus estudos.
Sempre namorei, e adoro uma xota. Entretanto, minha primeira experiência com outro homem foi marcante e inesquecível.
Tinha um corpo normal para um garoto da idade, não mais que 1,80m, 70kg, pêlos distribuído pelo corpo, uma bunda carnuda e um pinto razoável (15cm, porém grosso).
Meu tio, 38 anos, separado, advogado, morava sozinho num apartamento pequeno. Possui um corpo de dar inveja a muitos homens da sua idade. Embora nunca tivesse visto pelado, ou mesmo de cueca, seu corpo peludo, suas pernas torneadas e sua mala chamavam à atenção de qualquer um.
O Tímido
Tomás tinha 22 anos de idade, e trabalhava como office-boy numa grande agência de cobrança. Não gostava muito de trabalhar na rua, mas devido à sua timidez ele sabia que não encontraria outro emprego com facilidade, e o dinheiro lhe era muito importante. Suas passagens pela sede da empresa se davam, basicamente, no início do dia e no final da tarde, o que lhe impedia até mesmo de conhecer melhor os próprios colegas.
Um dia suas preces foram atendidas: ao chegar no escritório de manhã para fazer o levantamento do que precisaria fazer, foi avisado pelo gerente da unidade que aquele seria seu último dia no serviço de rua, e a partir do próximo dia ele passaria a receber treinamento no trabalho do escritório.
Foi o mais longo dos dias de trabalho, e até esquecendo da timidez ele se despedia dos conhecidos dos bancos e repartições por onde habitualmente passava, anunciando a boa nova. E no dia seguinte lá estava ele radiante de alegria, mas pálido de nervosismo e medo do desconhecido.
Quem ficou para ensinar-lhe o trabalho era o colega que estava por aposentar-se, o Ernesto. Tomás não sabia se havia sido uma bênção receber o treinamento de Neto (era como chamavam o colega mais velho) ou se era uma provação a que a vida o fazia passar: Neto era um coroa maravilhoso aos olhos de Tomás, que também acreditava que ninguém desconfiasse de suas preferências sexuais, nem de sua virgindade.
Tomás não se incomodava tanto com gostar de homens, mas quando punha-se a pensar nesse assunto ficava muito indignado por gostar de “velhos” e gordos. Seria muito menos fácil do que ser heterossexual, mas ainda assim seria mais fácil gostar de jovens da sua idade. Mas, não, Tomás gostava justamente de homens do tipo de Neto: não que fosse baixinho, mas para alto tampouco servia; gordinho, com uma barriga redonda e dura, os “peitinhos” crescidos, visíveis, coxas grossas, braços fortes, cabelo que brotava da abertura da camisa, grisalho como o da cabeça; e o que enlouquecia o jovem Tomás: uma bunda grande, redonda, firme, que parecia deixar armada a calça social do coroa.
Tio Cláudio
Nasci em uma família de moldes tradicionais, de moral judaico-cristã, que tinha como peculiaridade o fato de ser ausente. Se hoje condenam-me por não visitar pais e tios, creio que isso seja meramente um reflexo de como fui criado.
Fui precoce em muitos aspectos, como aprender a usar e a programar computadores sozinho antes dos 14 anos de idade (na época em que esses aparelhos custavam muitos milhares de dólares, devido à reserva de mercado), ou aprender eletrônica apenas lendo e pesquisando livros e revistas. Mas no que diz respeito a relacionamentos amorosos e sexuais, tive uma iniciação tardia, bem mais tardia do que seria normal em nossa cultura.
Eu tinha 21 anos, e era um jovem deprimido, frustrado, pois sabia que era homossexual, e sentia-me culpado por isso. Mais ainda, sentia-me culpado por não gostar de jovens, e sim de homens maduros, gordos, calvos, enfim, bem distantes do padrão de beleza comercial corrente. Se entre os heterossexuais eu era rechaçado por ser gay, entre os gays eu era rechaçado por gostar de “velhos”.
O Italiano
— Acchille, com dois C, H e dois L. Pronuncia Aquile. Não tem S no final.
O ano era 1996, e eu estava instalando um software que havia projetado, em um cliente de teste. Era para controle de hotéis e pousadas, e para entender como meu cliente trabalhava acabei ficando por alguns minutos no balcão, registrando as operações de check-in dos hóspedes. Sorte minha.
Acchille era descendente direto de italianos, mas parecia mais germânico: loiro, calvo, barba grisalha bem aparada, sobrancelhas espessas, rosto rosado; pela abertura da camisa eu podia ver seu peito coberto de pêlos loiros e macios; tinha braços que pareciam umas toras de tão fortes, combinando graciosamente com sua barriga saliente; e tudo isso proporcional com bunda e pernas, claro.