Ficção

Professor de História

chuck-003Depois de muitos anos afastado dos estudos decidi que era hora de voltar a estudar. Ter o terceiro grau passara a ser algo extremamente importante, à medida que eu saía da casa dos vinte para entrar na dos trinta. Por uma questão de gosto pessoal escolhi o curso de Letras, pois queria divertir-me enquanto estivesse estudando, e não apenas cumprir com mais uma obrigação chata.

Tudo estaria ótimo, não fosse a quase total ausência de homens no curso. Só mulheres nas salas de aulas. Por coincidência no primeiro semestre, na cadeira de Sintaxe, eu ainda encontrara um ex-colega de trabalho, já cinqüentão, por quem desde meu primeiro emprego nutria um certo tesão.

— É foda, depois de velho ter de voltar a estudar… Mas é isso ou demissão! — queixava-se ele.

O semestre passou, e mais outro, e mais outro. De fato, as meninas do curso gostavam muito de mim, professores também. Tudo muito bom, exceto a falta de uns coroas para, no mínimo, dar umas olhadas.

Sempre que podia ia mais cedo para a faculdade, e dava uma perambulada básica pelos banheiros. Uma vez vi um coroa lindo, que depois soube ser aluno de Engenharia (colega de meu irmão) mijando, com o cacete e as bolas totalmente pra fora das calças. Lamentei não ter uma câmera pra fotografar aquele monumento.

Uma bela noite, fria como as noites do inverno gaúcho, fui ao barzinho tomar um café e encontrei um semideus sentado sozinho numa daquelas mesinhas antipáticas. Cabisbaixo, não podia ver seus olhos, mas pude observar que era um pouco calvo, os cabelos restantes um dia foram loiros, mas agora estavam grisalhos. Não usava barba, apenas um lindo bigode também grisalho (totalmente branco, na verdade). Vestia-se sóbria e elegantemente, e só pude ver que era um homem baixinho, talvez 1,60m, gordinho, coxudo. Quando pousei o olhar nele não pensei em mais nada, só queria saber de aproveitar cada átimo daquela visão.

— Ele está aí há umas duas horas — disse-me o garçom, creio que intrigado pela maneira como eu o olhava.

— O que houve?

— Ele não fala, mas por duas vezes, limpando as mesas, pude ver que ele chorava.

Caro leitor, permita-me uma pausa na narrativa, meramente para lembrar-lhe que você já me conhece, e sabe que sou um cafajeste assumido, que não hesito em pôr em prática tudo que sei na arte de seduzir um homem que me agrade. E precisaria eu de um motivo realmente muito forte para não levar aquele pedaço de bom caminho para a cama!

july71Sentei-me na mesa ao lado, e fiquei esperando o café esfriar, enquanto olhava pra ele e tentava bolar uma manerira de aproximar-me. “Já sei!”, pensei eu.

Reposicionei-me para ficar de costas para o balcão, e ao lado do homem. Pedi ao garçom que trouxesse outro café, pois havia adoçado demais o meu. Quando o rapaz aproximou-se, simulei um acidente e fi-lo derramar a xícara de café preto no sobretudo de lã do gordinho tristonho.

— Meu Deus, o que eu fiz com o senhor? Permita-me remover por um instante seu casaco, preciso reparar isso!

O homem ficou atônito, e eu fingindo estupefação e constrangimento da melhor maneira que podia. O garçom apressou-se em ir buscar detergente, ou sei lá o quê, para que não ficasse uma mancha na roupa do homem.

— Por favor, queira desculpar-me! Eu pago a lavagem do sobretudo, ou se o senhor preferir diga onde encontro um igual e faço questão de repor! Perdoe-me, por favor!

— Calma, rapaz, é só um casaco… Não há razão para tanto espanto. Acidentes acontecem.

— Meu nome é Alfredo, sou acadêmico de Letras. E o senhor?

— Sou Jorge, professor de História Natural.

Estendeu-me a mão, creio que mais por educação do que por qualquer outro motivo, e tive então o primeiro contato físico real com aquela beldade regada a testosterona. Era uma mão gordinha, macia, que ostentava touceiras de cabelos sobre as falanges, o que logo me fez imaginar que o resto do corpo do professor tambám deveria ser crivado de pêlos.

Mas os canalhas também se afrouxam, e comigo não foi diferente. Fiquei emocionado, nervoso, confuso, não sei dizer, e o sintoma foi uma tremedeira que tomou conta de mim, as pernas ficaram bambas, e fui obrigado a pedir para sentar! Troquei o café por uma água mineral, e aproveitei a situação para sentar à mesa com ele.

— Alfredo, tu precisas te acalmar! Não há motivo para tanto nervosismo. Este não é meu único casaco. E, além do mais, este casaco não é nada diante do roubo de que estou sendo vítima, mesmo…

Então era isso! Ele estava com um problema, e precisava de alguém para conversar, para desabafar.

Senti um grande remorso ao saber disso, e achei melhor desistir do plano de seduzir o professor. Filhadaputice tem limite, e não daria pra exagerar com aquele homem.

Contou-me, não sem alguma insistência minha, que havia separado da mulher fazia alguns meses, e que finalmente saíra a ordem do juiz para que ele pagasse a ela uma pensão polpuda, que lhe entregasse o carro e o apartamento. Ele estava sendo, literalmente, roubado, espoliado!

E os filhos, simplesmente sumiram, e nunca sequer telefonaram para saber se o pai precisava de algo. Claro que não perguntei o motivo da separação. Até porque eu estaria do lado dele, acontecesse o que acontecesse, fossem como fossem as coisas.

— Jorge, está tarde. As aulas estão terminando, e ambos precisamos ir pra casa. Estás de carro?

— Não, não estou… Vou pra casa a pé.

— Mas onde tu moras, homem? Nossa faculdade se caracteriza por manter campi afastados de quaisquer centros comerciais ou residenciais, não podes sair caminhando sozinho a essa hora da noite, nesse frio!

— Puxa, é a primeira vez em anos que alguém demonstra alguma preocupação comigo! Você é um rapaz muito bom, Alfredo! — disse-me ele com o olhar mais doce que já vi num rosto masculino.

tomsbottomSenti uma fisgada no fígado. Era meu sentimento de culpa manifestando-se, pois até uma hora antes eu estava disposto a qualquer coisa para seduzir aquele pobre homem que só precisava de um pouco de atenção. “Está na hora de deixar de ser patife, Alfredo!”

Como ele estava irredutível, acabei indo a pé com ele até sua casa. Era um apartamento pequeno, abarrotado de livros, não muito longe da faculdade. Para atalhar passamos por dentro do cemitério, e acabei escorregando entre duas tumbas, e torci o pé. De propósito eu sujara o sobretudo de Jorge, e agora estava com o lado direito coberto de lama, a perna doendo, certamente com um hematoma, e com o tornozelo torcido. “Aqui se faz aqui se paga, Alfredo!”

Chegando em frente ao prédio quis despedir-me de Jorge, mas ele foi bem mais nobre do que eu. Insistiu que eu não deveria caminhar sozinho, com o tornozelo do jeito que estava, e que ele deveria ter alguma roupa que meservisse para eu poder voltar pra casa limpo.

Aceitei, naturalmente.

Entramos e ele pediu que eu tirasse os calçados, a calça e o blazer ali no hall de entrada mesmo, para evitar que sujasse o carpete. Constrangido tentei tirar a roupa, mas não conseguia, pois não podia apoiar o peso sobre o pé direito. Foi quando percebi que aquela situação desconfortável era, na verdade, uma mostra da minha sorte, pois Jorge, percebendo minha dificuldade, ofereceu-se para tirar minha calça.

Afrouxei o cinto, tirei a gravata, e ele pediu que eu apenas deixasse a calça escorregar que ele tiraria meus sapatos sem que eu tivesse de fazer muito esforço. Fiz o que ele pediu. Baixei as calças, olhando diretamente em seus olhos. Mas estes estavam fisgados em meu ventre. Ou seria apenas uma ilusão minha.

Sentei-me no sofá da sala, e ele trouxe um delicioso chocolate quente que tinha preparado numa garrafa térmica. Ligou o condicionador de ar, e começou a despir-se na minha frente. Quase tive um ataque cardíaco!

O homem era muito mais peludo do que eu poderia supor. Tinha 1,60m, era baixinho, e devia pesar uns 85kg. Mas não era barrigudo, era todo socado, forte, másculo até não poder mais. Tinha 53 anos, e era casado desde os 23. Nunca estivera com outra mulher desde que assumira compromisso sério com a que viria a tornar-se sua esposa.

— Mas as mulheres não querem saber de homens velhos e gordos como eu, Alfredo. Por causa do meu trabalho, e de minha atividade sedentária, acabei ficando “desfigurado”, como ela mesma dizia.

— Não digas bobagens, Jorge, tu és lindo! — exclamei sem pensar.

Ao ouvir tais palavras, Jorge atirou-se novamente no sofá, e começou a chorar novamente. Não sei por que chorava, se era de saudades da megera, dos filhos, ou por sentir-se um macho fracassado. Talvez fosse por causa do patrimônio que estava tendo de entregar a ela. Nunca saberei.

— O que foi que eu disse, Jorge? Me perdoa, pelo amor de Deus! — disse eu envolvendo-o em meus braços.

Os pêlos de suas costas ficaram hirtos, e ele constrangido. Ao ver seus olhinhos verdes inchados e úmidos não me contive, e dei um beijo em sua face. Passei a mão em seus cabelos, e apertei sua nuca, para aliviar um pouquinho a tensão. Como ele não esboçou nenhuma reação contrária, continuei massageando-o (eu deveria buscar alguma especialização nisso), e beijei novamente seu rosto.

— Alfredo, não sei o que está acontecendo, ou o que tu estás pensando, eu…

Calei sua boca com um beijo. Tentei projetar-me sobre ele, mas não ocnsegui por causa do pé torcido. Pronto, mais uma vez minha afobação estava custando caro! Enlouquecido de dor, comecei a gemer, tentando massagear meu tornozelo inchado.

— Deita aí, Alfredo, vou buscar gelo pra pôr no teu pé.

— Jorge, desculpa o que fiz, é que…

— Quietinho aí, não querias falar do inefável.

Ele voltou com o gelo num baldinho de alumínio, e ajoelhou-se ao meu lado no sofá. Pôs uma compressa com gelo sobre meu tornozelo, e subiu com a mão pela minha perna, indo parar em meu pau, cuja dureza eu já não conseguia disfarçar. Alisou-o por cima da cueca, pressionou minhas bolas, e disse nervoso que era a primeira vez que ele estava com um homem.

— Faze o que tens vontade de fazer, Jorge.

16951798Ele arriou minha cueca até o joelho, e ficou um tempo apenas olhando para meu pau, brincando com meu prepúcio. Seu toque tímido era suave, mas ao mesmo tempo carregado de admiração. Aliás, isso é o de que mais gosto em transar com homens inexperientes no sexo com outro homem: o cuidado que têm com o caralho do parceiro, e a quase devoção que os muitos anos de auto-repressão propiciaram.

— Jorge, tira essa cueca também…

Ele fez o que pedi, e então tomei um enorme susto! Seu cacete meio flácido ainda devia ter uns 16cm, embora mais grosso que o meu, e um saco carnudo, pesado, levemente arroxeado, capaz de enlouquecer qualquer um! E sua bunda, então! Era toda recoberta por uma pelagem dourada, e firme como se ele fosse um menino!

— É que eu caminho muito, por isso tenho as pernas e as nádegas assim firmes e fortes.

— Deixa eu chupar teu pau, Jorge! Por favor!

— O que é isso, Alfredo?! Tu não tens nojo?

— Traze-o até minha boca, estou te pedindo!

Segurei o cacete de meu professor com uma mão, as bolas com a outra, e comecei a sugar aquele monumento. Logo endureceu, e já não cabia na minha boca.

Talvez entusiasmado por meu gesto, ele resolveu me fazer o mesmo. Por causa da dor e da bolsa de gelo eu não tinha muita mobilidade. Ele se ajoelhou ao meu lado, e põs o cacete todo na boca. Desajeitado, ele mordia a base, causando algum desconforto. Ensinei-o brevemente, e ganhei então o melhor felácio da minha vida!

— Eu quero te dar, Alfredo… Quero que tu sejas o primeiro a comer o meu cu… Pode ser minha única oportunidade, por favor come meu rabo…

“Céus”, pensei, “que desperdício comer uma fofura dessas sem antes fazê-lo delirar com minha língua em seu rego!”

Tivemos de improvisar, pois embora eu sempre tenha camisinhas na pasta, nem sempre tenho géis lubrificantes. Então meu professor foi até a cozinha e voltou com um pote de margarina.

— Como é gordura vegetal não vai atacar o látex, e poderemos terminar isso em segurança — disse-me ele com decisão na voz.

Saí do sofá e deitei no chão, com o falo em riste. Vesti a camisinha, e literalmente untei-a com margarina, bem como fiz o mesmo em seu cuzinho. Era lindo, rosado, apertadíssimo. Enfiei a gordura para dentro do cuzinho com o indicador, e percebi o quão nervoso ele estava. A tensão no esfíncter era altíssima, e daquele jeito seria impossível comê-lo.

Fiquei algum tempo massageando seu rabinho, enquanto ele massageava meu cacete, cuidando para que se mantivesse rijo. Quando senti que ele estava conseguindo suportar um dedo, tratei de enfiar mais um, e logo mais outro. Ele não dizia nada, mas eu percebia que havia alguma dor. Massageei o cuzinho dele mais um pouco, daquele jeito, enquanto lambia suas bolas. Seu cacete estava flácido outra vez, mas nem de longe isso era sinal de pouco tesão.

— Jorge, senta no meu pau… Assim tu controlas a penetração, e evitas que eu te machuque sem querer.

Então vi a cena mais linda do mundo: aquele baixinho gordinho abrindo as pernas sobre mim, e sentando em meu cacete, sofrendo para alojá-lo todo dentro de si. Seu peito cabeludo tinha nuanças que iam do preto ao grisalho completo, formando um mosaico lindo, divino. O calor de seu ânus apertado, sua mão fofa apoiada em meu peito…

— Alfredo, foi tudo! Eu nunca imaginei que um dia fosse dar o cu!

Eu queria foder aquele homem, mas meu tornozelo inchado não permitia o menor esforço. O máximo que pude fazer foi deitá-lo ao meu lado, e abraçado ao seu corpo nu enrabá-lo por trás. Foram poucos minutos de dor, e Jorge já confessava estar adorando a sensação.

chema023

Eu já estava prestes a gozar, quando ele pediu para voltar a me cavalgar. Claro que eu não negaria um pedido dele, mesmo sabendo que isso custaria boa parte de meu tesão. Deitei com o pau pra cima novamente, e ele enfiou tudo de uma vez só. E começou a socar uma punheta em seu caralho que estava realmente muito duro! Foram poucos segundos e tive o rosto atingido por um jato de porra, e mais dois que pararam em meu peito e em minha barriga, e um último sobre meus pentelhos. Nunca tinha visto um homem ejacular tanto e tão fortemente.

Jorge saiu de cima de mim, e pediu que eu me masturbasse também. Deitou ao meu lado, e enfiou um dedo em meu cu. Punhetei uns segundos, e explodi em gozo também.

Acabamos adormecendo abraçados os dois, e ele depois me ajudou a tomar um banho, e cuidou de meu pé inchado.

Encontramo-nos outras vezes, durante as férias de inverno, e acabei contando a ele que o “acidente” com o café tinha sido proposital.

Mas ele acabou pedindo transferência para outra universidade, e nunca mais nos vimos. Liguei umas duas ou três vezes, mas ele nunca retornou a ligação.

Posso dizer que amei meu professor de história. E se o deixei ir, sem nada questionar, ficando apenas com as lembranças, é porque a renúncia era o único preço que eu poderia pagar por tê-lo amado tanto.

Copy Protected by Tech Tips's CopyProtect Wordpress Blogs.