Dose Dupla
Era uma tarde quente de verão, sábado, e eu nada tinha a fazer. Fui para um shopping, aproveitar o ar condicionado, e curtir uma das minhas maiores paixões: o cinema.
Acho que a cidade inteira teve a mesma idéia que eu, pois a sala estava lotada, e só havia lugar na última fileira, ao fundo. Havia, na verdade, duas poltronas vagas, exatamente no meio de dois coroas muito lindos.
Imediatamente esqueci do filme, e fiquei no grande dilema se deveria sentar mais próximo de um ou de outro. Escolhi o mais bonito, que deveria ter uns 55 anos, gordo, calvo, de bigodes brancos, que deixava ver um imenso volume entre as pernas, sob o tecido do seu abrigo.
Tão logo o filme começou desabotoei um pouco mais a camisa, pois estava quente, e logo notei que meu vizinho estava me olhando. Não pude segurar uma ereção, e em poucos minutos já estava com a mão pousada no colo, tentando disfarçar meu caralho duro.
A manhã estava fria, prenunciando inverno, a despeito de estarmos no outono. Uma garoa finíssima me pegara de surpresa, e acabei entrando no salão do Deco, meu novo barbeiro, mais para me proteger do tempo do que para cortar cabelo. Mas, ali estando, seria uma excelente desculpa para passar o tempo.
Seu Almeida e eu saímos do elevador onde passáramos a última hora e fomos ao seu