O Taxista
Esta é uma aventura minha com um taxista irresistível que conheci há algum tempo, quando estava fazendo uma auditoria em sistemas informatizados em um grande escritório contábil da capital gaúcha.
Todos os dias eu chegava cedo, por volta das cinco da manhã, fazia o que podia do meu trabalho — instalar programas para registrar as atividades de teclado de todos os usuários dos computadores — e antes dos funcionários chegarem eu já tinha de ter ido embora. No final do dia eu tinha de voltar quando não havia mais ninguém, instalar mais programas e analisar o resultado dos dados capturados durante o dia.
Na frente do prédio havia um ponto de táxi, e como minha casa ficava longe e eu não gostava de ir de ônibus, desde o primeiro dia fiquei tentando escolher um taxista que fosse pelo menos bonitinho, para que o trajeto não fosse tão entediante. Na segunda noite vi no fim da fila um coroa que poderia ser sósia do Harlan Christiansen: gordinho, baixinho, calvo, barba e bigodes absolutamente brancos, uma pele ligeiramente avermelhada, e olhos do azul mais azul que eu jamais vira! Esperei a fila de táxis andar, e quando chegou a vez dele praticamente me joguei dentro do carro.
Há quinze anos eu saía de uma péssima temporada de dois anos servindo no Exército. Eu odiava aquilo tudo, principalmente pela disciplina hipócrita que era imposta, e também pelas privações a que submetiam os recrutas e soldados. Sem falar, claro, nas humilhações. Estas eram o pior preço que se pagava por ser brasileiro vivendo a melhor fase da vida confinado a um antro de mentira e prepotência. Claro que há quem goste, e longe de mim fazer qualquer julgamento; apenas quero manter distância até mesmo das recordações daquela época.
Acho que seria interessante eu admitir: barbeiros me dão tesão, e são meu maior fetiche!
Certamente não posso me queixar de minha vida sexual, que tem sido plenamente povoada por deliciosos coroas que encontro em minhas andanças. São clientes da empresa em que trabalho, vizinhos, alguns desconhecidos, e até, e principalmente,
Quarta-feira, véspera de feriado, horário do almoço. Ao passar pela recepção da empresa em que trabalho não pude deixar de notar o homem que aguardava por algum de meus colegas: uns 50 anos, gordo, fofo, calvo, grisalho, enormes olhos cor de mel, um bigodão delicioso. De sua