O Urso e o Coroa
Meu nome é Alberto, sou um coroa de 55 anos de idade, 1,78m de altura e 102kg. Tenho o peito forte, assim como o resto do corpo, fruto de ter sido atleta no passado, recoberto de pêlos já grisalhos, da mesma cor dos cabelos e do bigode que cultivo com cuidado. Fui casado por mais de 30 anos, mas por uma fatalidade acabei encontrando a viuvez.
Até três anos atrás, pouco depois da morte de minha esposa, eu tinha uma conduta essencialmente heterossexual, e nunca sequer passara por minha cabeça a possibilidade de ter encontros de natureza sexual com outro macho.
Contudo, tomado por uma grande curiosidade em termos de sexo, acabei percebendo que o universo homossexual era bastante amplo. Lia diariamente no jornal anúncios de acompanhantes masculinos oferecendo seus préstimos a homens solitários, ouvia falar de saunas, de salas de exibição de vídeos eróticos gays, via revistas sobre o tema nas bancas. E a curiosidade aumentava a cada dia. Tanto quanto aumentava a sensação de culpa por estar fazendo uma incursão num terreno tão proibido quanto o homossexualismo.
Quando tinha 18 anos fui morar com um tio em virtude de minha cidade não possuir estrutura para concluir meus estudos.
Tomás tinha 22 anos de idade, e trabalhava como office-boy numa grande agência de cobrança. Não gostava muito de trabalhar na rua, mas devido à sua timidez ele sabia que não encontraria outro emprego com facilidade, e o dinheiro lhe era muito importante. Suas
Sérgio tinha pouco menos de trinta anos quando perdeu sua razão de viver, Gilberto, que tinha poucos meses de idade a mais. Foi-lhe verdadeiramente difícil aceitar a perda, tanto pela maneira estúpida como o outro se fora, quanto pelo fato de Gilberto estar na estrada àquela noite indo resolver um assunto pendente de Sérgio, em outra cidade. Isto criou nele um previsível sentimento de culpa que o fez mal sair de