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Posts Tagged ‘escritório’

O Tímido

March 12th, 2009
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26Tomás tinha 22 anos de idade, e trabalhava como office-boy numa grande agência de cobrança. Não gostava muito de trabalhar na rua, mas devido à sua timidez ele sabia que não encontraria outro emprego com facilidade, e o dinheiro lhe era muito importante. Suas passagens pela sede da empresa se davam, basicamente, no início do dia e no final da tarde, o que lhe impedia até mesmo de conhecer melhor os próprios colegas.

Um dia suas preces foram atendidas: ao chegar no escritório de manhã para fazer o levantamento do que precisaria fazer, foi avisado pelo gerente da unidade que aquele seria seu último dia no serviço de rua, e a partir do próximo dia ele passaria a receber treinamento no trabalho do escritório.

Foi o mais longo dos dias de trabalho, e até esquecendo da timidez ele se despedia dos conhecidos dos bancos e repartições por onde habitualmente passava, anunciando a boa nova. E no dia seguinte lá estava ele radiante de alegria, mas pálido de nervosismo e medo do desconhecido.

Quem ficou para ensinar-lhe o trabalho era o colega que estava por aposentar-se, o Ernesto. Tomás não sabia se havia sido uma bênção receber o treinamento de Neto (era como chamavam o colega mais velho) ou se era uma provação a que a vida o fazia passar: Neto era um coroa maravilhoso aos olhos de Tomás, que também acreditava que ninguém desconfiasse de suas preferências sexuais, nem de sua virgindade.

Tomás não se incomodava tanto com gostar de homens, mas quando punha-se a pensar nesse assunto ficava muito indignado por gostar de “velhos” e gordos. Seria muito menos fácil do que ser heterossexual, mas ainda assim seria mais fácil gostar de jovens da sua idade. Mas, não, Tomás gostava justamente de homens do tipo de Neto: não que fosse baixinho, mas para alto tampouco servia; gordinho, com uma barriga redonda e dura, os “peitinhos” crescidos, visíveis, coxas grossas, braços fortes, cabelo que brotava da abertura da camisa, grisalho como o da cabeça; e o que enlouquecia o jovem Tomás: uma bunda grande, redonda, firme, que parecia deixar armada a calça social do coroa.

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O Taxista

March 12th, 2009
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f240081c2Esta é uma aventura minha com um taxista irresistível que conheci há algum tempo, quando estava fazendo uma auditoria em sistemas informatizados em um grande escritório contábil da capital gaúcha.

Todos os dias eu chegava cedo, por volta das cinco da manhã, fazia o que podia do meu trabalho — instalar programas para registrar as atividades de teclado de todos os usuários dos computadores — e antes dos funcionários chegarem eu já tinha de ter ido embora. No final do dia eu tinha de voltar quando não havia mais ninguém, instalar mais programas e analisar o resultado dos dados capturados durante o dia.

Na frente do prédio havia um ponto de táxi, e como minha casa ficava longe e eu não gostava de ir de ônibus, desde o primeiro dia fiquei tentando escolher um taxista que fosse pelo menos bonitinho, para que o trajeto não fosse tão entediante. Na segunda noite vi no fim da fila um coroa que poderia ser sósia do Harlan Christiansen: gordinho, baixinho, calvo, barba e bigodes absolutamente brancos, uma pele ligeiramente avermelhada, e olhos do azul mais azul que eu jamais vira! Esperei a fila de táxis andar, e quando chegou a vez dele praticamente me joguei dentro do carro.

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O Cliente

March 9th, 2009
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chubfest4_7Quarta-feira, véspera de feriado, horário do almoço. Ao passar pela recepção da empresa em que trabalho não pude deixar de notar o homem que aguardava por algum de meus colegas: uns 50 anos, gordo, fofo, calvo, grisalho, enormes olhos cor de mel, um bigodão delicioso. De sua camisa importada saltavam muitos pêlos macios e grisalhos, e seus braços fortes eram recobertos por densa pelagem negra. Sentado, enter suas pernas podia-se notar o imenso volume do saco, da pica, não saberia dizer direito. Eu tinha que conversar com ele, no mínimo!

— O senhor já está sendo acompanhado?

— Sim, obrigado. O rapaz está providenciando o CD que eu devo levar.

— Ótimo! Posso fazer-lhe companhia enquanto isso? — Falei e encante-me com o maravilhoso sorriso que iluminou aquele rosto lindo.

— Claro, será uma honra!

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Presente de Natal

March 6th, 2009
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Era uma tarde quente de verão, às vésperas do Natal, e o que me salvava a vida era o ar condicionado da minha sala. Sofro muito com o calor, porque muito suo, muito sinto-me desconfortável nas altas temperaturas.

Meus colegas já haviam ido embora, e eu só ficara porque um dos servidores de Internet precisava voltar a funcionar antes do feriadão de Natal. Fiquei sozinho na empresa.

De repente ouvi a campainha tocando. Mas não havia expediente externo. Nem interno. Eu não iria atender a porta. E a campainha tocou novamente. Mais uma vez. E outra. Desci as escadas furioso, pronto a mandar aquele filho da puta para bem longe.

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