Archive

Posts Tagged ‘sacão’

O velho que espancava

November 2nd, 2009
Comments Off

Quando eu o conheci ele tinha 72 anos. Agora deve estar com uns 83 ou 84. Era bonito, grandão, cabelo branco na cabeça, no peito, no saco, nos braços, mas os das pernas e da bunda eram negros. Aliás, que bunda! Firme feito rocha, não tinha nem como comparar com muita bunda de moleque que tem por aí!

Conhecemo-nos meio por acaso, e devido a sua aparência extremamente masculina tive medo de me aproximar. Depois ele disse que também teve medo na minha aproximação pelo mesmo motivo, e ambos rimos disso. Em meia hora de conversa estávamos decididos a ir a um motel.

Lá chegando, nos abraçamos, e no primeiro beijo senti que ele mordera meu lábio. Não dei bola.

Read more…

admin Ficção , , , , , , , , , , , , , , , ,

Punhetinha com o Sogrão

March 19th, 2009
Comments Off

12Há alguns anos o Lucas, um velho amigo de meu pai, mudara para perto da nossa casa, e acabei por conhecer o coroa. Era uma delícia de homem: pouco mais de 50 anos na época, cerca de 1,60m de altura e uns 85kg; olhos verdes, cabelo grisalho, peito peludo, braços e pernas fortes, uma bunda redonda que dava água na boca, e um volume considerável entre as pernas. Para completar o quadro ele tinha a voz aveludade, um sotaque meio caipira, e lábios de enlouquecer qualquer um.

Depois que o vi pela primeira vez comecei a aproximar-me, mesmom sem esperanças de que alguma coisa pudesse rolar, haja vista a amizade entre as famílias, e seu jeito sério de homem casado. Embora não fosse meu interesse acabei conhecendo suas filhas, e uma delas acabou por encantar-se por mim, e eu a usava como pretexto para visitar o pai. Quando me dei conta, embora nem mesmo um beijo tivesse jamais dado na menina, as famílias achavam que estávamos namorando, e ela alimentava esse delírio sei lá eu por quê.

Uma tarde eu estava na calçada esperando um ônibus, e o sogrão passou de carro e me viu. Parou e perguntou pra onde eu ia, oferecendo uma carona logo em seguida. Disse que estava só indo dar uma volta, e que seria bom poder conversar comigo até chegar ao meu destino.

Juro que não ouvi uma palavra do que o sogrão dizia, embriagado que estava pelo seu perfume. Não pude evitar uma ereção indisfarçável, e senti o rosto avermelhar quando ele falou “você não está ouvindo uma palavra do que eu digo”, ao parar num semáforo.

Read more…

admin Histórias Reais , , , , , , , , , ,

O Taxista

March 12th, 2009
Comments Off

f240081c2Esta é uma aventura minha com um taxista irresistível que conheci há algum tempo, quando estava fazendo uma auditoria em sistemas informatizados em um grande escritório contábil da capital gaúcha.

Todos os dias eu chegava cedo, por volta das cinco da manhã, fazia o que podia do meu trabalho — instalar programas para registrar as atividades de teclado de todos os usuários dos computadores — e antes dos funcionários chegarem eu já tinha de ter ido embora. No final do dia eu tinha de voltar quando não havia mais ninguém, instalar mais programas e analisar o resultado dos dados capturados durante o dia.

Na frente do prédio havia um ponto de táxi, e como minha casa ficava longe e eu não gostava de ir de ônibus, desde o primeiro dia fiquei tentando escolher um taxista que fosse pelo menos bonitinho, para que o trajeto não fosse tão entediante. Na segunda noite vi no fim da fila um coroa que poderia ser sósia do Harlan Christiansen: gordinho, baixinho, calvo, barba e bigodes absolutamente brancos, uma pele ligeiramente avermelhada, e olhos do azul mais azul que eu jamais vira! Esperei a fila de táxis andar, e quando chegou a vez dele praticamente me joguei dentro do carro.

Read more…

admin Ficção , , , , , , , , , , , ,

O Sequestro

March 11th, 2009
Comments Off

freundinLogo no início de minha carreira trabalhei em uma empresa de importação e exportação que se caracterizava, principalmente, pela rigidez com que se tratavam todas as relações comerciais e pessoais relacionadas aos negócios. Isso era reflexo, naturalmente, do seu diretor, filho do fundador da empresa, o Dr. Vilmar.

Todos gostavam dele, mas de certa forma também o temiam. Ele não admitia erros, e preferia pagar qualquer preço do que manter um colaborador que tivesse, algum dia, errado em algum dos procedimentos. Da mesma forma, não admitia que os clientes reclamassem de um funcionário da empresa. Se algo assim acontecesse, e chegasse a seus ouvidos, era demissão na certa. Havia vários casos conhecidos na empresa de ex-funcionários que além de terem recebido todas as verbas rescisórias referentes a uma demissão por justa causa, ainda haviam ficado alguns meses recebendo salário mesmo sem trabalhar, apenas para não pisarem mais na firma.

A meu turno, levei alguns meses até conhecer pessoalmente o Dr. Vilmar. Devido à natureza não tão nobre de meu trabalho, e ao horário diferenciado por causa da faculdade, as chances de nós nos encontrarmos eram reduzidas.

Da primeira vez em que eu o vi as circunstâncias não eram propriamente favoráveis para mim. O telefone tocara, e eu atendi como de costume: “Expedição, Alfredo”. Foi um erro. Banal para qualquer pessoa, terrível para mim, devido às circunstâncias, e para o Dr. Vilmar, devido a seu temperamento. Na verdade, era ele telefonando do orelhão em frente à empresa para fazer “benchmark” da qualidade do atendimento telefônico. “Rapaz, no seu treinamento não lhe disseram que toques longos no ramal indicam uma ligação oriunda de uma linha externa, e que toques curtos indicam uma ligação oriunda de ramal? E por que você não atendeu o telefone com o cumprimento adequado? Aguardo o senhor em minha sala dentro de quinze minutos, e sem atrasos, bem entendido?”

Read more…

admin Ficção , , , , , , , , , , , , , , , , ,

O Espião

March 11th, 2009
Comments Off

2007-046

Sábado, cerca de uma da tarde. Embora inverno, a tarde era quente, um vento prenunciando chuva tornava o dia abafado o suficiente para que algumas pessoas se aventurassem em mangas curtas e bermudas.

Fui almoçar em meu restaurante de todos os sábados, no Menino Deus, menos pela qualidade do que pela falta de ânimo para inovar no que quer que fosse. Lá chegando, tive a impressão de que o bairro inteiro tivera a mesma idéia, haja vista a extensão da fila que se formava diante do estabelecimento.

Deixei meu nome na fila de espera e fui procurar um lugar em que ficasse menos exposto aos olhares, mas não tão oculto a ponto de não ouvir quando chamassem meu nome. Fiquei observando as famílias que se acercavam, e uma em especial me chamou atenção.

Read more…

admin Ficção , , , , , , , , , , , , , ,

Copy Protected by Computer Tech Tips's Prevent Wordpress Copy & CopyProtect Blogs.