A Volta do Canalha
Todo mundo sabe que sou mesmo um grande canalha, que gosto mesmo é de homens coroas, e que não me envergonho de usar os artifícios de que necessitar para alcançar meus objetivos.
Contudo, passei alguns meses perdidamente apaixonado por um sujeito que era tudo o que eu poderia querer na vida, lindo, carinhoso, culto, inteligente. Mas como nada é perfeito, ele resolveu ir embora, procurar outro macho pra chupar-lhe o pau e foder-lhe o cu.
Foi aí que entendi por que os bate-papos pela Internet são tão cheios de gente procurando transas: o sujeito, por mais seguro de si, fica se sentindo um bosta quando termina um relacionamento, e o anonimato da Internet é uma bênção, pois permite dar asas à imaginação, e se a covardia falar mais alto é só desconectar e pronto.
Eu também fui para a Internet, para procurar um coroa pra transar.
Caros Amigos.
Estava eu no supermercado, quando vi meu vizinho saindo carregado de compras. Ele é um homem muito bonito, com sessenta anos de idade, bigode muito bem aparado, olhos verdes, cabelos grisalhos. E o principal: um peito peludo, ornado por duas tetinhas durinhas, e uma barriga redonda e firme.
Eduardo morava nas proximidades do Corpo de Bombeiros desde criança. Todos o conheciam na vizinhança, e o tinham na conta de bom moço, de exemplo de virtude, pois desde adolescente viu-se na condição de arrimo de família.