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Posts Tagged ‘sedução’

A Volta do Canalha

March 10th, 2009
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stanTodo mundo sabe que sou mesmo um grande canalha, que gosto mesmo é de homens coroas, e que não me envergonho de usar os artifícios de que necessitar para alcançar meus objetivos.

Contudo, passei alguns meses perdidamente apaixonado por um sujeito que era tudo o que eu poderia querer na vida, lindo, carinhoso, culto, inteligente. Mas como nada é perfeito, ele resolveu ir embora, procurar outro macho pra chupar-lhe o pau e foder-lhe o cu.

Foi aí que entendi por que os bate-papos pela Internet são tão cheios de gente procurando transas: o sujeito, por mais seguro de si, fica se sentindo um bosta quando termina um relacionamento, e o anonimato da Internet é uma bênção, pois permite dar asas à imaginação, e se a covardia falar mais alto é só desconectar e pronto.

Eu também fui para a Internet, para procurar um coroa pra transar.

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Medo de Avião

March 9th, 2009
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chaperoneCaros Amigos.

Devo, antes de mais nada, confessar que apesar de ser um homem despachado, vivido, experiente, apesar de ainda nem ter chegado aos 30 anos de idade, apesar de tudo isso eu nunca havia voado. Mas a hipótese de um novo emprego em São Paulo, que me renderia seis vezes meu salário atual, me fez embarcar num vôo numa sexta-feira pela manhã rumo à Cidade da Garoa.

Enquanto aguardava no aeroporto, não pude deixar de externar o nervosismo natural daqueles que pela vez primeira embarcam num avião. Como também não pude deixar de notar os belos homens que por ali andavam.

Um, em especial, fez-se notar sobremaneira. Na sala de espera sentou-se a meu lado, de tal forma que eu podia sentir o seu perfume, lendo um livro que eu não conseguia identificar. Aparentava uns 45 anos (mas tinha 62, soube mais tarde), gordinho, calvo, dono de olhos verde-azulados, lábios lindos, bigode. Uma vez que ele vestia uma calça informal e camisa pólo, pude perceber que ele era muito peludo, e que tinha um considerável volume entre as pernas. Vi que não era gaúcho pela maneira de falar (sempre usando “você”, jamais um “tu”).

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Seu Almeida

March 6th, 2009
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daddy032Estava eu no supermercado, quando vi meu vizinho saindo carregado de compras. Ele é um homem muito bonito, com sessenta anos de idade, bigode muito bem aparado, olhos verdes, cabelos grisalhos. E o principal: um peito peludo, ornado por duas tetinhas durinhas, e uma barriga redonda e firme.

Apressei-me em minhas compras, e saí andando atrás dele, com um tubo de pasta de dentes na mão, observando seu caminhar firme, a passo lento, e sua bunda redonda, acima das coxas grossas. Vi que ele carregava uma série de sacolas, e que aí poderia residir uma chance de aproximação.

— Boa tarde, “Seu” Almeida! Quer ajuda com as sacolas?

– Obrigado, eu me viro… — disse-me ele, timidamente.

— Por favor, vamos para o mesmo prédio, mesmo… Não me custa nada… — e fui levando a mão em direção à dele. Enquanto tomava uma das sacolas para mim, pude sentir a pele macia e quente de sua mão.

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O Blefe

March 6th, 2009
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daddy101Eduardo morava nas proximidades do Corpo de Bombeiros desde criança. Todos o conheciam na vizinhança, e o tinham na conta de bom moço, de exemplo de virtude, pois desde adolescente viu-se na condição de arrimo de família.

Além dos sofrimentos que uma situação destas naturalmente implicaria, como dificuldades financeiras, falta de estudo, uma mãe desequilibrada e alcoolista, irmãos pequenos para sustentar, ele ainda sofria uma dor quase inconfessável, a de ter preferência por homens. Mas não quaisquer homens, como os colegas de trabalho ou da escola. Eduardo gostava de homens maduros, grisalhos, barrigudos, calvos. Os traços da idade atraíam o jovem, que continha seus sentimentos no mais absoluto segredo.

Antero só tivera na vida um emprego. Aos 18 anos ingressara na Corporação, e orgulhava-se muito de ter salvado muitas vidas no mar, ter ajudado a conter incêndios terríveis, e principalmente de ter ido muito a escolas para fazer palestras e ajudar os professores em sala de aula. Ele dizia que só com educação seria possível tornar o mundo um lugar melhor para se viver.

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