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Posts Tagged ‘surpresa’

O Urso e o Coroa

December 5th, 2009
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Meu nome é Alberto, sou um coroa de 55 anos de idade, 1,78m de altura e 102kg. Tenho o peito forte, assim como o resto do corpo, fruto de ter sido atleta no passado, recoberto de pêlos já grisalhos, da mesma cor dos cabelos e do bigode que cultivo com cuidado. Fui casado por mais de 30 anos, mas por uma fatalidade acabei encontrando a viuvez.

Até três anos atrás, pouco depois da morte de minha esposa, eu tinha uma conduta essencialmente heterossexual, e nunca sequer passara por minha cabeça a possibilidade de ter encontros de natureza sexual com outro macho.

Contudo, tomado por uma grande curiosidade em termos de sexo, acabei percebendo que o universo homossexual era bastante amplo. Lia diariamente no jornal anúncios de acompanhantes masculinos oferecendo seus préstimos a homens solitários, ouvia falar de saunas, de salas de exibição de vídeos eróticos gays, via revistas sobre o tema nas bancas. E a curiosidade aumentava a cada dia. Tanto quanto aumentava a sensação de culpa por estar fazendo uma incursão num terreno tão proibido quanto o homossexualismo.

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O Motorista do Ônibus

March 19th, 2009
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O relato que vou apresentar é sobre a oportunidade que tive de realizar uma fantasia de longa data. Assim como eu, tenho certeza que várias pessoas tem essa mesma fantasia. Principalmente as pessoas que gostam de homens coroas. Bom, estou falando isso por que não tem nada mais provocador e excitante que aqueles motoristas de ônibus, coroas, charmosos, com aquela gravata básica e camisa social, que exalam masculinidade por todos os poros.

Certa vez, quando fui prestar vestibular em Porto Alegre, aconteceu. É, quando a gente menos espera, os melhores momentos da vida acontecem. Fui de ônibus lotação, para economizar tempo e dinheiro, já que moro a 140 km de Porto Alegre. Bom, chegando lá, me preparando para procurar a minha sala, ouvi alguém na multidão falar: “me alcança minha carteira de identidade”. Me deu um calafrio e lembrei que havia me esquecido da minha a 140 km dali.

Deu-me uma raiva que eu queria me esbofetear. Meses de estudo para nada. Bom, afinal o que poderia fazer agora. Chateado fui de volta ao ônibus e expliquei ao motorista que riu da minha burrice. Entrei no ônibus e sentei numa janela e só lembrava que teria 4 horas para ficar me torturando até os outros terminarem as provas e ir para casa. Nisso, outro ônibus encostou ao lado do nosso e ao colocar os olhos no motorista, todas as mágoas e problemas desapareceram. QUE HOMEM!!!!! Não consegui tirar os olhos daquele tesão. Usando um óculos escuro daqueles tipo policial americano, manobrava com seus braços fortes e peludos, o volante para estacionar o ônibus.

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Tio Cláudio

March 12th, 2009
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08072007494Nasci em uma família de moldes tradicionais, de moral judaico-cristã, que tinha como peculiaridade o fato de ser ausente. Se hoje condenam-me por não visitar pais e tios, creio que isso seja meramente um reflexo de como fui criado.

Fui precoce em muitos aspectos, como aprender a usar e a programar computadores sozinho antes dos 14 anos de idade (na época em que esses aparelhos custavam muitos milhares de dólares, devido à reserva de mercado), ou aprender eletrônica apenas lendo e pesquisando livros e revistas. Mas no que diz respeito a relacionamentos amorosos e sexuais, tive uma iniciação tardia, bem mais tardia do que seria normal em nossa cultura.

Eu tinha 21 anos, e era um jovem deprimido, frustrado, pois sabia que era homossexual, e sentia-me culpado por isso. Mais ainda, sentia-me culpado por não gostar de jovens, e sim de homens maduros, gordos, calvos, enfim, bem distantes do padrão de beleza comercial corrente. Se entre os heterossexuais eu era rechaçado por ser gay, entre os gays eu era rechaçado por gostar de “velhos”.

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O Taxista

March 12th, 2009
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f240081c2Esta é uma aventura minha com um taxista irresistível que conheci há algum tempo, quando estava fazendo uma auditoria em sistemas informatizados em um grande escritório contábil da capital gaúcha.

Todos os dias eu chegava cedo, por volta das cinco da manhã, fazia o que podia do meu trabalho — instalar programas para registrar as atividades de teclado de todos os usuários dos computadores — e antes dos funcionários chegarem eu já tinha de ter ido embora. No final do dia eu tinha de voltar quando não havia mais ninguém, instalar mais programas e analisar o resultado dos dados capturados durante o dia.

Na frente do prédio havia um ponto de táxi, e como minha casa ficava longe e eu não gostava de ir de ônibus, desde o primeiro dia fiquei tentando escolher um taxista que fosse pelo menos bonitinho, para que o trajeto não fosse tão entediante. Na segunda noite vi no fim da fila um coroa que poderia ser sósia do Harlan Christiansen: gordinho, baixinho, calvo, barba e bigodes absolutamente brancos, uma pele ligeiramente avermelhada, e olhos do azul mais azul que eu jamais vira! Esperei a fila de táxis andar, e quando chegou a vez dele praticamente me joguei dentro do carro.

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O Sequestro

March 11th, 2009
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freundinLogo no início de minha carreira trabalhei em uma empresa de importação e exportação que se caracterizava, principalmente, pela rigidez com que se tratavam todas as relações comerciais e pessoais relacionadas aos negócios. Isso era reflexo, naturalmente, do seu diretor, filho do fundador da empresa, o Dr. Vilmar.

Todos gostavam dele, mas de certa forma também o temiam. Ele não admitia erros, e preferia pagar qualquer preço do que manter um colaborador que tivesse, algum dia, errado em algum dos procedimentos. Da mesma forma, não admitia que os clientes reclamassem de um funcionário da empresa. Se algo assim acontecesse, e chegasse a seus ouvidos, era demissão na certa. Havia vários casos conhecidos na empresa de ex-funcionários que além de terem recebido todas as verbas rescisórias referentes a uma demissão por justa causa, ainda haviam ficado alguns meses recebendo salário mesmo sem trabalhar, apenas para não pisarem mais na firma.

A meu turno, levei alguns meses até conhecer pessoalmente o Dr. Vilmar. Devido à natureza não tão nobre de meu trabalho, e ao horário diferenciado por causa da faculdade, as chances de nós nos encontrarmos eram reduzidas.

Da primeira vez em que eu o vi as circunstâncias não eram propriamente favoráveis para mim. O telefone tocara, e eu atendi como de costume: “Expedição, Alfredo”. Foi um erro. Banal para qualquer pessoa, terrível para mim, devido às circunstâncias, e para o Dr. Vilmar, devido a seu temperamento. Na verdade, era ele telefonando do orelhão em frente à empresa para fazer “benchmark” da qualidade do atendimento telefônico. “Rapaz, no seu treinamento não lhe disseram que toques longos no ramal indicam uma ligação oriunda de uma linha externa, e que toques curtos indicam uma ligação oriunda de ramal? E por que você não atendeu o telefone com o cumprimento adequado? Aguardo o senhor em minha sala dentro de quinze minutos, e sem atrasos, bem entendido?”

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