Histórias Reais

Tio Duque

daddy081O ano não sei bem, mas já fazia um tempo que eu tinha sido mandado embora do exército. Disseram que eu tinha sofrido um acidente e ficado com problema de coluna, mas isso foi só pra meu pai, digo, meu padrasto, não se chatear comigo. Ele tinha muito orgulho de seu “filho” de criação ter servido exército, e queria muito que eu seguisse carreira. Se ele soubesse que o real motivo de eu ter sido expulso das tropas era eu ser fraco e medroso, chegando a provocar detenções diariamente apenas para não precisar integrar-me aos outros milicos, ele se decepcionaria muito, e ninguém precisava disso.

Saí do exército e voltei para a estância, que era onde eu me sentia seguro, entre a criação, no meio da peonada mais velha, perto da minha mãe, a única pessoa que me restara da minha família original. E eu a ela, era o único que restava da família.

Meu padrasto era homem muito bom, embora não fosse de demonstrar carinho ele pegou muito amor por minha mãe e por mim. Acho até que, de certa forma, quando eu voltei do exército ele se aliviou, pois nunca disse uma palavra de reprovação, embora o sonho dele era que eu fosse capitão do exército. Por que capitão, e não coronel ou general? Não sei.

Meu padrasto tinha um afilhado, cujo nome verdadeiro eu não sei, e nem qual o grau de parentesco dos dois. Só sei que uma vez a cada quinze ou vinte dias o Tio Duque, como éramos acostumados a chamá-lo, ia lá pra casa e passava uma temporada, tipo uma ou duas semanas, já que a estância dele ficava bem distante, e para valer a pena tinha que ficar bastante, pois só de viagem era algo como um dia inteiro a cavalo.

Tio Duque já era maduro também, naquela época. Tinha uns 50 anos, se não fosse mais. Mas como eu era novinho, nem bem tinha 19, mesmo que ele tivesse menos idade pra mim era um senhor. Como a casa não era muito ampla, quando o Tio Duque ia pra lá ele passava o dia na lida com meu padrasto, se era verão ele tomava banho de sanga e ia pra casa; se era inverno ele ia pra casa, e aquecia uma panelada d’água e tomava um banho no quartinho. Mas, de fato, ele nunca chegava em casa sem estar de banho tomado. Meu padrasto já ia pra casa, e minha mãe o esperava com água quente numa bacia, e a gente lavava os pés dele, porque ele não gostava de jantar com os pés sujos. Depois ele também tomava banho no quartinho, pra ir se deitar com minha mãe.

Como eu já disse, a casa era meio escassa em termos de acomodações. Tio Duque ia lá pra casa, e dormia no meu quarto comigo, numa cama ao lado da minha. Sempre foi assim. Na verdade, quando minha mãe e eu nos mudamos para a casa de meu padrasto eu já passei a ocupar o quarto do Tio Duque, com o trato de ele nunca ficar sem ter onde dormir.

Uma noite eu não estava muito disposto, pedi licença aos mais velhos, e fui para a cama mais cedo. Estava pensando na vida, na falta que eu sentia de ter mais gente por perto, e que o exército por causa disso tinha sido menos ruim do que eu pensava antes. De fato, perdi o sono, mas fiquei imóvel na cama pra ver se esquecia daquelas indagações. Então ouvi Tio Duque (que raio de nome será que ele tinha?) entrando no quarto e acendendo o candeeiro. Ajeitou a cama, e me perguntou baixinho: “tá dormindo, piá?”, ao que nada respondi. Queria que ele pensasse que eu estava dormindo.

Tio Duque tirou então o casaco e a camisa, deixando-me ver suas costas largas e peludas. Tirou as alpargatas, as bombachas, e eu que achava que iria vê-lo de cuecas enganei-me redondamente: ele estava sem cuecas, e eu pude ver na penumbra da chama de querosene um traseiro redondo, muito branco, e um par de coxas musculosas, típicas de homens que pegam no pesado, e que caminham muito.

Tive medo que ele me flagrasse olhando para ele, e virei-me de costas. Fingi um suspiro profundo, como quem ressona, e voltei a ficar imóvel. Ele apagou o candeeiro, e deitou-se na cama ao lado da minha. Na verdade, “ao lado da minha” é um eufemismo, pois como o quarto era apertado, a única maneira de ter duas camas de solteiro era colocando-as encostadas uma na outra, como se fosse uma de casal, para que a circulação se desse pelos lados. Deitou-se e perguntou novamente se eu estava dormindo, ao que nada respondi.

daddy091Alguns minutos se passaram e senti algo quente se aproximar. Era o Tio Duque, que praticamente tinha passado da cama dele para a minha. Estava encostando aquela barriga redonda e peluda dele nas minhas costas, acima da bunda, e passando a mão em meus braços, meu cabelo, meus ombros. Ficou assim por algum tempo, e eu com o coração prestes a pular boca afora, sem saber como reagir. Senti algo ainda mais quente roçando em minhas coxas, e alguns minutos depois ruídos estranhos, que pareciam que Tio Duque não estava passando muito bem. Presumo, mais de quarenta anos passados, que ele estivesse se masturbando, mas ingênuo como eu era não fazia nem idéia.

Passaram-se várias semanas, várias visitas do Tio Duque, e terminou inverno, veio a primavera, e em janeiro seria época de plantar milho, que era a cultura preferida do afilhado de meu padrasto. Tio Duque então pediu ao padrinho uma carreta emprestada. Era uma carreta qualquer, cujo único diferencial era ser maior que todas as outras, puxada por uma parelha de bois. Meu padrasto então disse que emprestaria a carreta de bom grado, porém ele só tinha uma parelha forte o suficiente para puxá-la carregada de milho, mas eram bois geniosos que só quem sabia lidar com eles era eu. “Eu empresto a carreta pra tu puxá teus míio, mas tu vai tê que levá o Adirso junto, que os boi são malino é só iscuita ele”, disse meu padrasto. Combinaram uma data, e no dia aprazado lá estava Tio Duque, pronto para a viagem.

Acordamos muito cedo aquela madrugada, pois eu tinha de cangar os bois, e Tio Duque estava preparando um farnel para agüentarmos a viagem. Eu calculava dois dias de viagem, pois se a cavalo ele demorava quase um dia inteiro, numa carreta puxada a bois deveria demorar o dobro.

A madrugada ainda seria longa, mas a luz da lua era suficiente para permitir pegar a estrada rumo à fazenda de Tio Duque, que se despediu de meu padrasto prometendo que tomaria conta de mim, e prometendo meu couro às formigas, caso eu incomodasse seu afilhado.

Andamos por uma ou duas horas, e eu mal falava com Tio Duque. Não por não gostar dele, mas porque as lembranças daquela noite de insônia ainda rondavam minha cabeça, e eu não sabia o que pensar. Intimamente eu havia gostado, pois era a primeira vez que alguém tocava meu corpo. Mas eu desejava mais, queria sentir novamente a barriga quente e peluda do afilhado do padrasto roçando minhas costas. Ele perguntou, lá pelas tantas, se eu não tinha namorada, nem se não tinha arrumado nada na época do quartel. Senti que ruborizei, e falei que ninguém se atrairia por um corpo magro e fraco como o meu, e que os bois só me respeitavam porque não entendiam o quão fraco eu era. “Tu és um guri mui lindo, Adilson, não digas pataquadas”, respondeu ele. O que seriam pataquadas, fiquei eu pensando…

O dia começou a nascer, calando os grilos e sapos que orquestravam a noite até então. Algumas aves começaram a trinar, e o calor do dia logo começou a se manifestar. Tio Duque então tirou a camisa, deixando seu peito à mostra. Um peito largo, peludo, com pêlos brancos já. A barriga também era peluda, e parecia que os pêlos tinham sido colocados todos marchando rumo ao centro do tórax, onde se juntavam e formavam uma “trilha” que ia do umbigo à mata de pêlos no meio do peito. Tio Duque também tinha braços fortes, com pêlos negros adereçando a musculatura desenvolvida. Eu tentava não olhar, mas a curiosidade era forte, perdendo em intensidade apenas para o medo de que meus pensamentos fossem devassados.

Logo em seguida ele pediu para eu parar a carreta, pois ele queria urinar. Paramos uma, duas, três, umas dez vezes. Ele sempre entrava no mato e me convidava se eu não estava com vontade. Já estávamos com o estômago roncando de fome quando Tio Duque me convidou a pararmos para fazer uma merenda, e foi quando não suportei mais a bexiga, e entrei no mato para aliviar-me. Ato contínuo, Tio Duque se postou ao meu lado, com o pretexto de urinar também. Quando terminei, ele olhou ostensivamente para meu pinto, e fez um comentário — mentiroso naquele instante — acerca de seu “avantajado tamanho”, que nem bem finalizou e complementou perguntando se eu me incomodava de ele medir.

Nada respondi, apenas tremi quando Tio Duque levou sua mão calejada ao meu pinto, apertando contra a base, e fazendo a glande saltar para fora do prepúcio. Ah, bons tempos da juventude! Não foram necessários nem cinco segundos para que meu falo estivesse que parecia que iria explodir de tão duro. Eu apenas olhava para o pinto de Tio Duque, para fora da bombacha, pendurado e mole, até desejoso de tocar nele, mas não tive coragem de pedir.

Voltamos para a carreta, e tomamos o lanche que ele preparara de madrugada, colocando-nos novamente a caminho de suas terras, no passo lento dos bois de canga. Desta vez, porém, Tio Duque estava sentado mais próximo de mim, de um jeito que me inebriava e assustava, induzindo-me a um estado do qual eu gostaria de jamais ter saído.

Tio Duque foi conversando comigo assuntos variados, e chegamos à sua casa pouco depois do pôr do sol. Estávamos cansados, suados, e enquanto eu me livrava dos nossos restos de comida, e punha os pobres bois para descansar, Tio Duque preparou uma banheira com água de cheiro, e me convidou a tomar um banho. Eu nunca tivera uma mordomia daquelas, e por mais que a timidez me sugerisse recusar, o desejo de experimentar aquela delícia após um dia inteiro de viagem a passo lento era muito grande. “Tira a roupa e entra na banheira, o Tio te ensina a tomar banho assim”, disse-me ele.

Entrei na água morna, e joguei-me para trás, ficando apenas com o rosto fora d’água. Tio Duque ia me explicando as coisas, não que realmente fosse necessário, e passando a mão em meu peito, minhas axilas, minha barriga, até chegar a meu pênis, que em um átimo estava em ponto de bala. Ele então começou a explicar da importância da higiene para o homem, enquanto passava as mãos nas minhas virilhas, bolas, e glande. Meteu então a mão forte entre minhas pernas, e com o dedo procurou meu ânus, massageando-o à guisa de ensinar-me a ser higiênico. “Não tem nada pior que homem mal cheiroso, Adilson, e grosso do jeito que o Padrinho é, garanto que nunca te ensinou nem a sacudir o pau depois de mijar, pelo que eu vi hoje de tarde”.

Saí da banheira, porque achei que devia dar espaço ao dono da casa. Estava constrangido por estar excitado, mas mais constrangido ainda eu fiquei quando Tio Duque afrouxou a bombacha para que ela caísse a seus pés: ele tinha um pênis muito grosso, muito grande (hoje imagino que tivesse uns 21cm, mas na época parecia-me pelo menos meio metro), com um par de bolas pesadas penduradas sob ele. A glande brilhava, já umedecida pelo pré-gozo.

Tio Duque entrou na banheira, tomou um banho rápido, precisamente durante o tempo de eu me enxugar constrangido, e antes de eu começar a me vestir ele estava novamente a um quarto de metro de distância de mim. “Tu me desculpa, Adilson, eu ficar desse jeito, é que…” começou ele e não terminou. “Tu deixas o Tio dar um beijinho no teu pau, pra ver como é?”

Anuí com a cabeça, e ele se ajoelhou em minha frente, engolindo de uma vez só meu caralho e minhas bolas, passando suas mãos fortes sobre meu corpo magro. Olhei de cima para baixo, e vi aquele bigodão grisalho confundindo-se com meus poucos pentelhos, o cabelo grisalho, tipo escovinha, e a indescritível sensação da língua e do céu da boca de Tio Duque… Parecia que eu iria começar a voar, de tão fora de mim que fiquei.

Tive então meu primeiro orgasmo, sem nem entender o que estava acontecendo. Meu corpo tremia, um gemido intenso brotava em minha garganta, e meu pau parecia que incendiaria de prazer, e os olhos não abri mais porque não pude, num espasmo incontrolável. Apoiei-me sobre os ombros peludos de Tio Duque, que levantou lentamente acolhendo-me em um abraço. “Não contes nada ao padrinho… teu pai… padrasto… a ninguém, isso é nosso segredo, está bem?”

Tio Duque me deitou em sua cama, uma imensa cama de casal, com lençóis macios e perfumados. Disse que era para eu descansar enquanto ele preparava um carreteiro, que ele serviu em dois pratos e levou ao quarto para comermos na cama, com duas taças de vinho. “Comprei do Padre Inácio, esse é só para momentos especiais, Adilson.”

Terminamos de comer, e contei a Tio Duque que aquilo nunca tinha me acontecido antes, ao que ele respondeu que no decorrer da semana eu poderia repetir a experiência tantas vezes quantas quisesse. Deitou-se ao meu lado, abraçando-me contra seu peito forte, e ficou beijando meu cabelo. Como eu mal me mexia ele pediu, com toda a delicadeza possível: “pega o do Tio, também, pega…”

Era um monumento, nunca mais encontrei um portento como aquele em homem nenhum. A pele quente e macia escorregava sobre o cilindro de carne dura, e eu tremia de tesão e emoção.

Tio Duque então me deitou de bruços, e ficou um tempo passando a mão em minhas costas. Depois deitou seu corpanzil sobre o meu, e foi beijando meu pescoço, costas, bunda, até chegar em meu rabinho virgem. Ele lambeu, beijou e chupou todo meu corpo, fazendo-me quase desmaiar de prazer. De repente, ouvi o ruído de uma cusparada, e senti uma dor lancinante no rabo: era o dedo indicador de Tio Duque que estava abrindo caminho entre minhas preguinhas virgens. Fiquei em silêncio, apesar da dor, e deixei que Tio Duque fizesse o que quisesse. A dor passou, mas logo voltou, porque ele estava colocando agora dois dedos dentro de mim, enquanto fazia elogios à minha pessoa, sussurrando ao meu ouvido, roçando o bigode grisalho em minha pele sensível.

Por fim, voltei a sentir a dor novamente, mas dessa vez Tio Duque estava com as duas mãos sobre as minhas, seu corpo todo sobre o meu. Pensei por um instante, e deduzi que Tio Duque estava enfiando aquele pinto enorme em meu cuzinho virgem, certamente buscando o mesmo prazer que com a boca me dera momentos antes.

A ardência passou, e a sensação de ser possuído por aquele homem era inenarrável. Eu não saberia como descrever, se me perguntasse, apenas diria que era uma “dor gostosa” o que eu sentia. Ele ficou ali, naquela movimentação, por um tempo que eu não saberia dizer o quanto foi. De repente começou a ofegar, como aquela noite quando eu fingia que dormia, e teve um orgasmo ali, dentro de mim.

Dormimos agarrados aquela noite, e pela manhã havia dois homens na estância, que Tio Duque tinha contratado para transportar o milho. Meu trabalho era apenas alimentar e dar água aos bois de meu padrasto, durante toda a semana que passei na casa de Tio Duque. Repetíamos a dose todas as noites, e nossos carinhos só não eram completos porque eu nunca tive o prazer de penetrá-lo.

De fato, tornamo-nos amantes. A cada vez que ia lá em casa, Tio Duque levava presentes, me dava dinheiro, roupas. Sempre que eu podia ia passar alguns dias na casa dele, onde então podíamos nos amar sem precisar fazer silêncio, ou fazer sala para meu padrasto.

Quando eu tinha 24 anos Tio Duque faleceu, e com ele foi-se embora minha alegria de viver. Passei dois anos chorando escondido, até que conheci a mulher que viria a ser mãe de meus filhos, e que me deixaria um dia ao me flagrar dando na garagem do vizinho, para seu pai.

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