Ficção

Tio Nero

f425607s2Não é novidade pra ninguém que gosto muito de fazer sexo com um coroa, que eu me sinto atraído pelos sinais do tempo no rosto de um homem, por uma barriguinha peluda e proeminente, por uma bunda carnuda, por cabelos grisalhos, e principalmente por aqueles coroas que normalmente não estariam trepando por aí, em saunas e outros ambientes congêneres.

Sempre li, aqui e em outros lugares, relatos eróticos com notas incestuosas, de filhos comendo ou dando para os pais, sobrinhos e tios, essas coisas, e sempre achei que fossem coisa de gente doente, tanto pra ficar inventando quanto pra ficar contando esse tipo de coisa. Até que o destino me preparou uma surpresa e tanto…

Minha família tem origens italianas, e boa parte dos meus parentes tem traços típicos dessa cultura. Eu, entretanto, não sou muito ligado a tais aspectos, até por causa do estilo de vida que escolhi para mim. Não me sinto bem naqueles almoços dominicais, regados a vinho, com um bando de mulheres fofocando e cozinhando, os caras bebendo e falando asneira, e uma criançada correndo alucinada por toda parte.

Exceto pelos parentes mais próximos, não conheço toda minha família. Sei que tenho tios-avós espalhados pelo mundo todo, gente que telefona e pergunta por mim, pensando que ainda sou um menino, mas que nunca vi na vida. Tio Nero é um desses.

Eu o conheci no enterro de meu avô. Eles eram cunhados. Tio Nero aproximou-se do esquife próximo a que eu estava, e manifestou sua tristeza pela morte do seu grande amigo, e meu referencial de amor durante muito, muito tempo. Saímos dali e fomos tomar um café juntos, a noite seria muito longa.

Passaram-se muitas semanas, e um dia meu celular tocou no meio da tarde. Não reconheci o número e atendi com uma certa má vontade.

— Alfredo, é o Tio Nero! Quero saber como você está.

Eu não esperava um telefonema dele, fora colhido completamente de surpresa. Não sabia o que falar. Felizmente tive lucidez de perguntar como ele estava, se não queria conversar pessoalmente. Marcamos num café próximo ao meu trabalho.

Lá chegando encontrei meu tio vestido sobriamente, como não é comum àquele ramo de minha família: calça social grafite, camisa branca, colete no tom da calça. Estava triste, e queria conversar com alguém. Encontrara meu número na agenda do celular, e ligara na esperança que eu pudesse dar-lhe uns conselhos.

O problema que o homem tinha era muito simples: uma amante. Havia conhecido uma “dona”, trepado com ela umas poucas vezes, e agora a dita cuja estava fazendo telefonemas pra casa dele, fazendo exigências. E o pobre homem não sabia o que fazer.

— Tu é o único que poderia me entender sem me julgar ou condenar, Alfredo. Tu não é igual ao resto da família.

Enquanto conversávamos, observei que Tio Nero era um homem muito bonito. Aos 60 anos de idade conservava uma aparência jovem, quem o visse não lhe atribuiria mais do que 45 anos de idade. Seu cabelo preto, da cor do bigode, as sobrancelhas espessas, as bochechas rosadas, arredondadas, formando um vinco próximo à boca, formavam um conjunto muito bonito.

Tio Nero também era muito perfumado, exalava uma fragrância amadeirada que fazia sentir vontade de não sair mais de perto dele. Seu sotaque de gaúcho, o uso do pronome na segunda pessoa e o verbo na terceira, a maneira simples e sincera de falar terminavam de pintar um homem verdadeiramente atraente.

— O que você faria se estivesse no meu lugar, Alfredo?

— Tio, eu acho que o senhor deve seguir seu coração. Se esta “dona” não vale a pena, dê-lhe um pé na bunda. E lembre-se de que sempre há conseqüências. Avalie o que é menos ruim, e tome uma atitude. A indefinição é o pior de tudo.

Nem bem terminei de falar, e seu celular tocou. Era sua esposa, que havia tomado um café com a amante, e estava agora tomada de ódio por ele. Resumindo a ópera: ele não tinha onde dormir.

— Acho que vou para um hotel, amanhã vejo o que faço.

— Deixa de bobagem, tio. Vamos lá pra casa, é apertado mas a gente dá um jeito. Faço questão!

Confesso que a presença de Tio Nero era muito agradável, mas julgava que jamais aconteceria qualquer coisa entre ele e mim, haja vista sua condição de heterossexual, e o fato de sermos tio e sobrinho.

Chegamos a meu apartamento, e convidei-o a pôr-se à vontade. Logo teria de preocupar-me com um lugar para ele dormir, mas até lá queria descansar um pouco. E ter companhia não era má idéia. Ele descalçou os sapatos, postando-se em frente ao televisor com os pés sobre a mesa de centro, como se fosse velho freqüentador de minha casa. Eu, naturalmente, fiquei feliz, pois se ele estava à vontade era sinal de que estava gostando de minha companhia.

Assistimos um programa jornalístico qualquer, quase calados, quando ele tomou o controle remoto de minha mão, e desligou o aparelho de TV.

— Alfredo, é mesmo verdade o que dizem de ti?

— E o que dizem de mim, Tio Nero?

— Bem… — titubeou ruborizado — Você sabe, quanto a você não gostar de mulheres…

— Tio, faz alguma diferença para o senhor o que eu faço entre quatro paredes, com quem eu trepo? — perguntei já imaginando mil coisas, afinal ele imaginava que eu fosse homossexual, e ainda assim aceitara o convite para ir para minha casa.

— Não, é que… Ah, deixa pra lá, eu não quero te chatear. Além do mais, tu está sendo tão camarada, me deixando ficar aqui. Não quero te aborrecer.

— Bem, tio, vou tomar um banho e na volta pensamos onde vamos arrumar a cama extra, tudo bem?

— Alfredo, vi que tens uma cama de casal. Eu posso dormir nela, contigo, se tu não te importa. Tá frio mesmo, assim podemos aproveitar melhor as cobertas…

1974318“Alfredo, sua puta velha, não dá pra perceber que o coroa está dando todos os sinais de que está afim de você?” — cutucava alguma coisa na minha cabeça.

Tomei banho primeiro, e enquanto Tio Nero tomava o seu fiquei arrumando a cama. Quando dei por mim ele estava nu no quarto, enrolado na toalha, com um lindo par de coxas meio à mostra, e um peito peludo, meio mesclado de alguns pêlos grisalhos em meio aos pretos, macios, de enlouquecer qualquer um.

— Tu me empresta um pijama, Alfredo?

Meio pasmo com a visão, na verdade sem conseguir disfarçar a atração, busquei um pijama na gaveta da cômoda e entreguei a ele. Intimamente pedia que ele se trocasse ali mesmo, e foi o que ele fez, embora de costas pra mim. Pude, contudo, ver por entre as pernas dele seu saco grande, carnudo, pendurado. E vi uma bunda gostosa, durinha, redonda, peludinha, que se não fosse o fato de pertencer a meu tio já estaria totalmente beijada, lambida e mordida por mim.

Deitamos, e embora eu não estivesse nada confortável com a situação, nada falei. Fui o máximo que pude para a beira da cama, evitando um contato com ele, e perguntando-me o que estava acontecendo comigo. Aquela cama que havia já sido palco de trepadas fenomenais com meu barbeiro Deco, com meu professor de História, com o contador da empresa, e outras tantas, agora estava sendo ambiente para eu ficar constrangido ao lado de um coroa maravilhoso!

Apagamos a luz, e fiquei o máximo possível em silêncio, até para que ele pensasse que eu estava dormindo. De repente senti sua aproximação, sua barriga encostando em minhas costas, as coxas em minha bunda, o braço sobre meu corpo. Não pude segurar, o pau endureceu na hora. Antes mesmo de seu perfume entrar em minhas narinas, e eu ouvir Tio Nero dizer:

— Estou com frio, deixa eu me aquecer um pouquinho em ti?

Bem, tudo tem um limite, e o meu acabava de ser ultrapassado. Não havia condições de eu estar na mesma cama que um homem daquele, com o pau estourando de tesão, e não fazer absolutamente nada!

Virei de frente para ele, abracei-o, e pu-lo deitado sobre meu peito, envolvendo-o num abraço com o braço esquerdo, e com a mão direita comecei a fazer carinhos em seu rosto.

— Alfredo, tem algum engano aqui, eu… — disse ele, sendo logo calado por um beijo meu.

— Aquela vadia te beija assim, Nero? — perguntei já enfiando minha língua em sua boca outra vez, passando a mão em seu peito peludo, sua barriguinha, indo buscar seu cacete, e principalmente suas bolas.

Aos poucos Tio Nero foi se soltando, e retribuindo os carinhos que eu lhe fazia, prncipalmente foi mostrando que era um mestre na arte de beijar. Sua língua passeava por minha boca, seus lábios comprimiam e sugavam os meus, e suas mãos ora me apertavam contra si, ora passeavam por meu peito, barriga e de leve sobre meu pau.

Desci a mão direita do peito até seu cacete, e assustei-me com o que encontrei: um pau duro de uns 19cm, muito grosso, ornado por aquelas bolas que eu já havia visto antes, furtivamente. Tratei de acender a luz, pois queria ver aquele mastro, não apenas tocá-lo. Queria chupá-lo, brincar com as bolas, quem sabe fazê-lo gozar.

— Alfredo, não mexe muito nele, eu não resisto muito sem gozar…

Então meu tio tinha ejaculação precoce! Pois eu queria ver como ele reagiria depois de gozar. Segurei seu cacete enorme com a mão direita, e punhetei, fazendo a cabeça vermelha sumir no prepúcio e ressurgir por umas quatro ou cinco vezes. Ele gemeu alto, e de repente vi seu caralho expelir jatos de porra: um, dois, três, quatro jatos fortes, que banharam a camiseta do pijama, mais cinco jatos mais fracos, que apenas escorreram verga abaixo. Eu nunca havia visto um homem ejacular tão fartamente!

Fui ao banheiro, busquei uma toalha úmida, e limpei o excesso de sêmen que havia sobre meu tio. Terminei a “faxina” e tomei seu pau novamente, dessa vez enfiando-o na boca, engolindo-o todo, até encostar meu nariz em suas bolas macias e carnudas. Tio Nero gemeu novamente, e seu caralho logo extrapolava a capacidade de minha boca de contê-lo.

david_friendTio Nero agora me mostrava porque era disputado pela muher e pela amante: era realmente muito gostoso, tinha um cacete invejável, muita disposição para trepar, a despeito de gozar logo.

Mas ele estava enganado se pensava que ia bancar o machão comigo. Alfredo Morelli não é homem de trepar sem gozar, e Tio Nero não seria exceção!

Ajeitei-me sobre seu corpo e enfiei meu cacete em sua boca. Ele tentou refugar, mas logo estava mamando minha vara como se fosse um picolé de carne. Fazíamos um 69 delicioso, e num dado momento ele abriu as pernas, facultand-me acesso a seu cuzinho cabeludo. Massageei com o dedo, fazendo-o tremer de tesão. Um pouco de saliva no dedo, e iniciei uma penetração digital em seu cuzinho virgem.

— Pára, Alfredo, aí não… Tá doendo, pára… — dizia-me ele sem convicção.

— O senhor me dá o cu, Tio Nero?

— Vai doer…

— Prometo que não — interrompi-o — e se doer eu paro.

Saí da posição de 69, virei-o de bunda para cima, e beijei aquelas nádegas volumosas. Alisei com as mãos, separei uma da outra, e enfiei a língua em seu cuzinho cheiroso a sabonete, arrancando-lhe um gemido abafado pelo travesseiro no rosto. A cada linguada ele ficava mais enlouquecido, urrava mais alto.

Peguei um gel e uma camisinha na gaveta, vesti-a o mais celeremente que pude, e besuntei meu pau e seu cu com o lubrificante. Encostei o pau no seu cuzinho, e senti uma forte contração, ocasionada pela tensão e pelo medo, a despeito do tesão. Não daria pra enrabar Tio Nero daquele jeito.

47Deitei-o de lado, abraçando-o pelas costas, e roçando meu pau em seu buraquinho. Massageeiu seus ombros e costas, fazendo-o relaxar mais. Em poucos minutos ele estava bem mais receptivo à minha rola, que atolei lentamente em seu rabo. Tio Nero gemia palavras incompreensíveis, e num dado instante, como que saindo por um átimo do transe em que se encontrava pediu:

— Me fode, meu sobriho gostoso, já que tu enfiou agora fode…

Obedeci Tio Nero, e iniciei uma foda lenta, ritmada, cuidando para não ferir seu cuzinho até então virgem. Levei a mão até seu cacete, duro como rocha, e punhetei também de leve. Ele contraía o esfíncter, gemia, contorcia-se, levando-me às nuvens. Meu tio perfumado tinha um rabinho tão gostoso quanto o cacete que eu chupara minutos antes.

Acelerei as estocadas, e meu tio pediu para eu avisar quando fosse gozar, pra ele gozar também. “Só o que falta”, pensei, “é esse safado ter controle do próprio gozo!”

Não tardei a atingir o clímax, mas não consegui dizer nad. Mas Tio Nero entendeu os sinais, e tocou uma punheta intensa, vindo a gozar poucos segundos depois de mim. Não foi tanto quanto antes, mas ainda assim foi uma ejaculada bem farta.

Ficamos deitados por alguns minutos, apenas curtindo a sensação de calma e alegria que dá depois do gozo. Fomos tomar banho, primeiro ele, depois eu, voltamos para a cama. Dormimos o resto da noite abraçados.

No dia seguinte ele telefonou e mandou a amante à puta que pariu, e disse para a espossa que teria prazer em dar-lhe o divórcio. Infelizmente, incesto não é pra cabeça de qualquer um (nem pra minha), e cheios de culpa acabamos por, naturalmente, nos afastarmos.

Talvez hoje eu tome coragem e telefone para ele. O que será que devo dizer?

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